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SUS Curitiba

Laboratório Municipal realiza 8,7 milhões de exames por ano

Complexo da Prefeitura de Curitiba, vinculado à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realiza exames que ajudam equipes de saúde a salvar vidas e definir políticas públicas

O Laboratório Municipal conta com 116 profissionais, entre analistas clínicos, farmacêuticos bioquímicos, biólogos, técnicos em enfermagem, técnicos de laboratório e técnicos em patologia clínica. Curitiba, 14/09/2026. Foto: Ricardo Marajó/SECOM

Um tubo de sangue coletado em uma Unidade de Saúde da Prefeitura de Curitiba pode parecer apenas parte de um exame de rotina. Mas ele integra uma gigantesca estrutura – a maior e mais moderna do Sul do Brasil - que trabalha diariamente nos bastidores do SUS da capital. O Laboratório Municipal, vinculado à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realiza cerca de 8,7 milhões de exames por ano para ajudar as equipes de saúde a diagnosticar doenças, acompanhar tratamentos, identificar riscos e tomar decisões que podem salvar a vida de muitos pacientes.

Mas o trabalho realizado pelo Laboratório Municipal de Curitiba vai muito além do diagnóstico individual. Os milhões de resultados produzidos anualmente também ajudam a revelar como está a saúde da cidade, contribuindo para o monitoramento de doenças, a vigilância epidemiológica, o planejamento de ações e a definição de políticas públicas do município.

Atualmente, o Laboratório Municipal realiza 137 tipos de exames, realizados em materiais biológicos como sangue, urina, fezes e secreções. O complexo, localizado no bairro Novo Mundo, recebe amostras encaminhadas pelas 109 Unidades de Saúde, nove UPAs, Hospital do Idoso Zilda Arns e Centro Médico Bairro Novo.


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Equipe do Laboratório Municipal realiza 137 tipos de exames.

A secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak, destaca que o Laboratório Municipal, embora distante dos olhos da maior parte da população, está presente em diferentes etapas do cuidado oferecido pelo SUS Curitiba.

“Por trás de cada resultado do Laboratório Municipal de Curitiba existe uma equipe altamente qualificada e uma estrutura tecnológica que dá segurança aos nossos profissionais da rede do SUS Curitiba para tomar decisões e cuidar das pessoas. O Laboratório Municipal é estratégico porque conecta a Atenção Primária, a urgência, os hospitais e a vigilância. É tecnologia e conhecimento trabalhando a serviço da vida”, afirma Tatiane.


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Para entender a dimensão do trabalho do Laboratório Municipal, gerenciado pela Fundação Estatal de Atenção à Saúde (Feas), basta acompanhar um dia de funcionamento do complexo. Cerca de 12 mil tubos de sangue chegam diariamente à unidade, que chega a fazer 38 mil exames por dia. Só os equipamentos da área de Bioquímica têm capacidade para realizar 2 mil testes por hora.

“São análises fundamentais tanto para investigar problemas de saúde quanto para acompanhar pacientes com doenças crônicas e avaliar a resposta aos tratamentos. Entre os dez exames mais solicitados estão hemograma, creatinina, glicose, colesterol, HDL, LDL, triglicerídeos, TSH, vitamina B12 e hemoglobina glicada”, conta a coordenadora de Apoio e Diagnóstico do Laboratório Municipal, Tatiane Mendes Boutin Bartneck Telles.

Se para um paciente acompanhado em uma Unidade de Saúde o exame pode orientar a prevenção e o acompanhamento de uma doença ao longo do tempo, em uma UPA ou hospital o resultado pode ser necessário em questão de minutos.

Nas amostras provenientes das UPAs e hospitais, o tempo médio para liberação dos resultados, depois que o material chega ao Laboratório Municipal, é de aproximadamente uma hora. Alguns exames são ainda mais rápidos. É o caso da gasometria, utilizada para avaliar parâmetros importantes do organismo em situações que podem exigir decisões clínicas imediatas. O tempo médio de liberação desse exame é de apenas 16 minutos.

“Autorama da saúde”

A agilidade do trabalho realizado no Laboratório Municipal é possível graças a equipamentos de última geração e plataformas de alta capacidade, capazes de processar grande volume de amostras com precisão e segurança.

Uma das estruturas que mais chamam a atenção no Laboratório Municipal é a GLP, uma linha automatizada composta por uma esteira de 40 metros de comprimento, responsável por transportar os tubos de sangue entre as diferentes etapas do processamento de exames como glicose, colesterol, hormônios da tireóide e HIV.

A cena lembra um grande autorama. Acomodados individualmente em pequenos “carrinhos”, os tubos percorrem a esteira e são direcionados automaticamente para até 24 estações, que incluem etapas como retirada das tampas, centrifugação, análise, espera e armazenamento.

Cada tubo pode fazer um percurso diferente, definido de acordo com os exames solicitados para aquele paciente. Enquanto uma amostra segue para análise, outra pode estar sendo centrifugada e uma terceira aguardando a próxima etapa, tudo de forma integrada e rastreável.

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Assim como a GLP, outro equipamento de ponta rouba suspiros de especialistas de outras cidades brasileiras que visitam o Laboratório Municipal e gostariam de ter a tecnologia à disposição. O Maldi-Tof é utilizado para identificar microrganismos, como bactérias e fungos, presentes nas amostras dos pacientes com suspeita de infecções urinárias e outras infecções.

A partir da análise da urina, o Madi-Tof consegue identificar o microrganismo responsável pela infecção. Na prática, a tecnologia ajuda a transformar uma suspeita clínica em uma informação mais precisa para orientar a conduta médica. Além de contribuir para um tratamento mais assertivo, a identificação do agente causador também auxilia no uso adequado de medicamentos, especialmente dos antibióticos.

Mas nenhuma máquina trabalha sozinha. Por trás dos equipamentos estão os 116 profissionais do Laboratório Municipal responsáveis por acompanhar todas as etapas, validar processos, verificar resultados e garantir que a tecnologia entregue informações confiáveis para quem está cuidando do paciente.


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O Laboratório Municipal conta com 116 profissionais de diferentes áreas. 

São analistas clínicos, farmacêuticos bioquímicos, técnicos em enfermagem, técnicos de laboratório, técnicos em patologia clínica, assistentes técnicos, técnicos de manutenção e servidores administrativos.

“É muito gratificante saber que contribuímos para que os profissionais do SUS Curitiba tenham informações confiáveis para chegar a um diagnóstico e definir o melhor cuidado para cada usuário”, afirma Cathia Zuanazzi, farmacêutica bioquímica que atua no monitoramento dos exames processados pela GLP.

Enxergando a cidade

O trabalho do Laboratório Municipal, porém, não termina quando um resultado é disponibilizado para a equipe que acompanha o paciente. Quando analisados em conjunto, os 8,7 milhões de exames realizados ao longo de um ano também ajudam a contar outra história: como está a saúde de Curitiba.

“As informações produzidas diariamente pelo laboratório apoiam a vigilância epidemiológica do SUS da capital e contribuem para identificar a circulação de agentes infecciosos, acompanhar doenças e agravos, observar mudanças no perfil epidemiológico da população e subsidiar estratégias da Secretaria Municipal da Saúde, desde medidas de prevenção e campanhas de saúde até a organização dos serviços e a definição de políticas públicas”, explica o médico Alcides Oliveira, diretor do Centro de Epidemiologia da SMS.

Atendimento completo

Na outra ponta do trabalho estratégico realizado pelo Laboratório Municipal estão os benefícios no dia a dia para os usuários do SUS Curitiba como a aposentada Maria Helena de Arruda Trindade, 62 anos, moradora da CIC. Uma consulta realizada na Unidade de Saúde Tancredo Neves, próxima a sua residência, apontou a suspeita de presença de cálculos renais.

Graças aos exames de urina realizados no Laboratório Municipal, que determinou a gravidade do quadro de Maria Helena, rapidamente ela foi encaminhada para fazer procedimentos no Hospital do Idoso e, após a retirada dos cálculos renais, segue sendo acompanhada pela equipe da US Tancredo Neves.


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Maria Helena de Arruda Trindade, 62 anos, usuária da US Tancredo Neves, na CIC.

“Desde o atendimento na Unidade de Saúde, passando pelos exames que confirmaram as pedras nos rins e pelas duas cirurgias no Hospital do Idoso, fui muito bem tratada. Em todos os lugares encontrei pessoas que cuidaram muito bem de mim. Só tenho a agradecer por todo o atendimento que recebi da Prefeitura de Curitiba”, conta Maria Helena.

Os resultados dos exames realizados pelo Laboratório Municipal ficam disponíveis para os usuários no aplicativo Saúde Já Curitiba. Além de poderem ser consultados pelo cidadão, os exames passam a integrar o prontuário eletrônico do paciente no SUS Curitiba, permitindo que as equipes da rede municipal tenham acesso ao histórico dos exames durante o acompanhamento.