O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) avança em seu processo de evolução organizacional e inicia uma nova fase de construção coletiva para definir os próximos passos da instituição. Após cerca de cinco meses de trabalho, com aproximadamente 22 oficinas realizadas entre dezembro e maio, o instituto concluiu as etapas iniciais de diagnóstico estratégico, institucional e processual, consolidando análises e identificando caminhos para o fortalecimento da estrutura e do funcionamento interno.
Conduzido em parceria com o Instituto Municipal de Administração Pública (Imap), o projeto tem como objetivo revisar processos, fortalecer a gestão institucional e preparar o Ippuc para responder aos desafios contemporâneos do planejamento urbano. Agora, uma nova etapa será aberta com a participação dos servidores, que serão convidados a contribuir com propostas e reflexões voltadas à atualização do planejamento estratégico e à construção do Ippuc do futuro.
"O planejamento urbano precisa estar em constante atualização para acompanhar as transformações da cidade e da sociedade. Esse processo representa uma oportunidade importante de olhar para dentro da instituição, reconhecer nossas potencialidades, identificar oportunidades de melhoria e construir, de forma participativa, estratégias que fortaleçam a atuação técnica do Ippuc para os desafios das próximas décadas", afirma Ana Zornig Jayme, presidente do Ippuc.
A metodologia adotada utiliza o conceito de Arquitetura Estratégica, ferramenta voltada à compreensão sistêmica da instituição, análise de interdependências e definição de prioridades. O trabalho foi estruturado a partir de escutas qualificadas, diálogos intersetoriais e análise das percepções e contribuições dos servidores.
Entre os principais temas identificados no diagnóstico estão a necessidade de maior integração entre áreas, fortalecimento da comunicação interna, aprimoramento dos processos de trabalho, valorização de equipes multidisciplinares, gestão do conhecimento, preservação da memória institucional e modernização tecnológica.
As análises também apontaram forte convergência entre os participantes sobre os desafios enfrentados pelo instituto e sobre a direção das mudanças necessárias. Das 27 ações sistematizadas até o momento, aproximadamente 73% foram classificadas como de alto impacto para a transformação organizacional.
Ao longo do trabalho, foram identificados aproximadamente 94 macroprocessos institucionais, cerca de 300 atividades de trabalho, 18 fluxos detalhados e 47 propostas preliminares de melhorias. O levantamento também permitiu mapear gargalos, sobreposições de atividades e oportunidades de aperfeiçoamento.
Entre as iniciativas consideradas prioritárias para médio prazo estão o mapeamento e padronização de processos, estruturação da gestão estratégica, fortalecimento da governança da informação, gestão de competências e aprimoramento dos fluxos intersetoriais.
Para a presidente do Imap, Beatriz Nadas, o trabalho reforça a importância de processos participativos para a modernização da administração pública.
"Transformações institucionais sustentáveis acontecem quando as pessoas participam da construção das mudanças. O papel do Imap é apoiar metodologias e criar ambientes de diálogo capazes de fortalecer a gestão pública, respeitando a trajetória das instituições e preparando estruturas mais integradas, inovadoras e orientadas para resultados", afirma.
A expectativa é que as próximas etapas resultem em propostas voltadas à revisão organizacional, atualização de estratégias institucionais e implementação de mecanismos de melhoria contínua, fortalecendo a capacidade do Ippuc de produzir planejamento urbano qualificado para Curitiba.