Texto: Claudia Maria Teixeira de Almeida
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
A Prefeitura de Curitiba deu início nesta sexta-feira (17/4), na Casa da Mulher Brasileira, no Cabral, uma nova etapa de qualificação da Rede de Atenção às Mulheres em Situação de Violência. A iniciativa, conduzida pela Secretaria da Mulher e Igualdade Étnico-Racial (Smir), marca a implementação prática das diretrizes atualizadas do Protocolo Municipal de Enfrentamento às Violências contra Mulheres.
O evento reuniu cerca de 70 profissionais que atuam diretamente no atendimento às vítimas - representantes da saúde, assistência social, educação, segurança pública, do sistema de Justiça e de órgãos de defesa de direitos. A capacitação foi estruturada para enfrentar um problema recorrente nas redes públicas, a fragmentação do atendimento.
“Este é um momento de informações, de capacitação. Temos uma grande rotatividade de pessoas que trabalham nessa rede, por isso é importante mantermos todos sempre informados e esperamos que vocês pulverizem esses conhecimentos”, declarou Aline Betenheuser, diretora de Políticas para as Mulheres, que abriu o encontro.
Com sete módulos previstos ao longo do ano, totalizando 21 horas, o programa pretende consolidar uma atuação mais coordenada entre os diversos órgãos envolvidos.
Cada encontro mensal apresentará, de forma detalhada, os serviços disponíveis, as atribuições de cada instituição e os caminhos mais adequados para encaminhamento das vítimas. O foco está especialmente nos servidores que ingressaram recentemente nas equipes, reduzindo o tempo de adaptação e o risco de decisões desalinhadas com o protocolo municipal.
A diretora da Casa da Mulher Brasileira, Ana Paula Machado, fez a acolhida aos participantes. Também participaram da programação Marcela Zanela, do Centro de Referência Afro Enedina Marques (Creafro), que apresentou os serviços ofertados pelo equipamento; o assessor do Departamento de Políticas da Diversidade Sexual, Fernando Ruthes, ao lado de Débora Marinho, que detalharam as ações da área; e a coordenadora da Rede de Atenção às Mulheres em Situação de Violência, Gléri Bahia Mangger, responsável por explicar o funcionamento da articulação entre os serviços.
Encerrando o módulo, Bianca Ardjomand, da área psicossocial da Casa da Mulher Brasileira, apresentou o funcionamento dos atendimentos realizados pela unidade.
Protocolo atualizado como base
A formação está diretamente vinculada à atualização do Protocolo Municipal de Enfrentamento às Violências contra Mulheres, revisado em 2025. O documento passou a incorporar diretrizes mais rigorosas de acolhimento, além de reforçar a necessidade de integração entre políticas públicas.