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Derrubando barreiras

Idosos dos Espaços Conviver lotam turma de inclusão digital concebida para eles

Eles passarão por 30 horas de conteúdos distribuídos em dois encontros semanais de 3 horas cada um, às terças e quintas-feiras, das 13h30 às 16h30.

Idosos dos Espaços Conviver lotam turma de inclusão digital concebida para eles. Na imagem: professora Marlene Blanc. Curitiba, 07/04/2026. Foto: Ricardo Marajó/SECOM

Trinta e cinco homens e mulheres 60+ que frequentam os Espaços Conviver e atividades em entidades parceiras da Prefeitura começaram uma nova etapa de aprendizagem nesta terça-feira (07/4). Eles fazem parte da terceira turma da primeira parceria entre a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano (SMDH) e o Centro de Integração Empresa Escola (CIEE) para capacitação de pessoas idosas em informática.

O objetivo da iniciativa, explica a responsável pela Gerência da Pessoa Idosa da SMDH, Luciana Cristina Nunes de Faria Okagawa, é ampliar o acesso desse público a ferramentas tecnológicas e digitais. “A ideia é favorecer a inclusão e fortalecer a autonomia de forma segura, além de ampliar as possibilidades de comunicação e o acesso a serviços, lazer e informação. Com isso, eles criam um ativo muito importante até para voltar ao mercado de trabalho”, diz.

Aprendendo sempre

Os participantes vêm dos Espaços Conviver da Matriz e de Santa Felicidade e de parceiros como o Sesc, que também oferece cursos para a comunidade idosa. Eles passarão por 30 horas de conteúdos distribuídos em dois encontros semanais de 3 horas cada um, às terças e quintas-feiras, das 13h30 às 16h30. Ao fim da capacitação, eles receberão certificados.

Os inscritos usarão os próprios smartphones para fazer os exercícios. Apenas uma pessoa que não possui celular usará um emprestado. Além de se familiarizarem com o funcionamento de computadores e smartphones, os alunos estão aprendendo a manejar programas como Word, Excel e Powerpoint.

Expectativas

Entre eles está Ana Maria Braz da Luz, que usa celular mas tem medo de errar alguma operação simples e causar problemas para ela e terceiros. “Meu conhecimento é muito limitado e a tecnologia não para de avançar. Quero pelo menos tentar acompanhar”, dizia, ouvindo as primeiras instruções da professora Marlene Blanc, pela primeira vez à frente de uma turma exclusiva para 60+. “É um desafio muito gratificante, um aprendizado também pra mim. Até aqui só tive turmas mistas”, resumiu a docente.

Maria Lúcia Varela e Felipa Mirta Cristaldo, que há 50 anos migrou da Argentina para Curitiba, matricularam-se no curso na esperança de terem mais oportunidades de interação com a professora e melhorarem o aprendizado. “Já fui em uns dez cursos, mas todos muito cheios de gente e isso dificulta muito e inibe a gente”, contou Maria Lúcia. “Para mim, pelo número de alunos, parece que essa turma foi pensada pr a gente se sentir mais à vontade e estar mais próxima da professora”, opinou.

Um dos raros homens na turma, José Claudemir Zulai veio de Pinhais, onde reside há cerca de 2 meses, para fazer o curso. “Morei muito tempo em Curitiba, então toda a minha vida está aqui, como as atividades que faço. É mais uma oportunidade de continuar conectado mesmo depois da aposentadoria”, contou Zulai, que também gosta de frequentar oficinas de dança.

Áreas de interesse

A oferta da capacitação fora dos ambientes dos Espaços Conviver faz parte da reformulação do conceito do serviço. “Quanto mais ações articularmos além das nossas unidades, mais variados serão os conteúdos à disposição de um público cada vez maior”, observou Okagawa.

Curitiba tem cinco Espaços Conviver, abertos nas Regionais Boa Vista, Boqueirão, Matriz, Portão e Santa Felicidade. Neles são oferecidas 16 oficinas: Pintura em Tela, Cantoria, Yoga, Dança/Ritmos, Dança Circular, Dança Sênior, Dança Cigana, Tai Chi Chuan, Japonês, Francês, Inglês e Artesanato. As atividades variam de local para local e, com isso, as modalidades ofertadas variam entre eles. Dependendo da disponibilidade de vagas, é possível frequentar mais de uma atividade. 

Além das oficinas e da capacitação em informática, os inscritos podem participar de atividades como passeios e visitas a museus. Outra possibilidade são as oficinas sobre temas atuais, como as ofertadas em 2025 sobre segurança no manejo de Smartphones, que despertou o interesse dos frequentadores e inspirou a nova parceria com o CIEE.