Texto: Mirela Maganini Ferreira
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
A Patrulha Maria da Penha da Guarda Municipal começou uma série de ações educativas para prevenção e combate aos casos de violência doméstica em Curitiba. A blitz educativa começou nesta quarta-feira (18/3) e vai até quinta-feira (19/3), no calçadão da Rua XV de Novembro e na Praça Osório, das 9h às 11h.
Durante a ação, as equipes distribuem material informativo sobre os tipos e os ciclos de violência doméstica e os contatos da rede de proteção para que vítimas ou testemunhas possam pedir ajuda.
O supervisor da Patrulha Maria da Penha, Zeilto Dalla Villa, explica o objetivo desta ação, que vai percorrer as dez administrações regionais, as Ruas da Cidadania e os terminais de ônibus. “Com as informações que divulgamos, a mulher saberá onde buscar ajuda e atendimento, sem medo de denunciar”, afirmou Dalla Villa.
Turistas de Volta Redonda (RJ), Ilma Souza dos Santos e Carlos Alexandre Rodrigues passeavam pelo calçadão da XV nesta manhã e pararam para fotografar a blitz educativa contra a violência doméstica.
“É importantíssimo divulgar e mostrar os canais para denúncias e atendimentos. A mulher é o elo mais fraco em casos de violência e deve ser sempre protegida e atendida de modo eficiente”, destacou Rodrigues.
A Patrulha Maria da Penha da Guarda Municipal completou 12 anos de atuação em 2026. Foi a primeira patrulha especializada criada no Brasil nno âmbito das guardas municipais, para coibir e prevenir os casos de violência doméstica contra mulheres.
Nesse período, foram quase 86 mil atendimentos com monitoramento de medidas protetivas e 3.369 encaminhamentos de agressores para a delegacia da mulher. Em 2025, as equipes da Patrulha Maria da Penha realizaram 9431 atendimentos, com 369 prisões e monitoramento de 4560 medidas protetivas.
Para a estudante de pedagogia Alecsandra Bronqueti, a sociedade ainda está muito enraizada no patriarcado, que espera da mulher submissão e a coloca em uma posição de inferioridade na vida social. “As mulheres estão conquistando o seu espaço, mas ainda é necessário conscientizar a sociedade com ações como essa e o calçadão é o local ideal: aqui tem grande de circulação de moradores da cidade e de turistas para divulgar essa rede de apoio", ressaltou Alecsandra.
Tipos de violência que a mulher deve denunciar
A lei define como violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial, no âmbito da unidade doméstica ou da família, em qualquer relação íntima de afeto, independente de coabitação.
A violência contra a mulher constitui uma das formas de violação dos direitos humanos e de acordo com a Lei Maria da Penha se classifica em cinco tipos distintos:
Violência física: se caracteriza por qualquer tipo de conduta que ofenda a integridade ou saúde corporal, como empurrar, chutar, amarrar, bater e violentar.
Violência psicológica: pode ser definida como a prática de conduta ou comportamento que cause dano emocional e reduza a autoestima da vítima, com comportamento que visa humilhar, insultar, isolar, perseguir ou ameaçar, e ainda com limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo ou dano à saúde psicológica.
Violência moral: caracterizada como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.
Violência sexual: pode ser definida como uma conduta que provoque constrangimento sexual, que obrigue a vítima a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força. Não permitir que a vítima use de qualquer método contraceptivo.
Violência patrimonial: reter seu dinheiro, destruir ou ocultar bens ou objetos, impedir a vítima de trabalhar.
Canais de denúncia
Patrulha Maria da Penha: 3221 2760
Central de Pré-Atendimento à Mulher: 180
Guarda Municipal Emergência: 153
Polícia Militar Emergência: 190
Casa da Mulher Brasileira: 3221 2701 ou 3221 2710
Delegacia da Mulher: 3219 8600
Defensoria Pública 3221 2731
Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher 3200 3252