Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
Os acidentes de trânsito e seus impactos no sistema de saúde dominaram o primeiro debate desta quinta-feira (26/3) na 124º reunião do Fórum Nacional de Secretários, Secretárias e Dirigentes de Mobilidade Urbana, na Smart City Expo na Arena da Baixada.
“Hoje podemos dizer que os acidentes de trânsito são uma pandemia mundial, que precisa de atenção de autoridades para tentar reduzir esses números”, disse o presidente do Fórum e da Urbanização de Curitiba (Urbs), Ogeny Pedro Maia Neto.
De 2021 a 2024, 140 mil pessoas morreram no trânsito no País. Somente em 2024, foram 37.150 pessoas – 42% desse total ocupavam motocicletas. O número de 2025, ainda não consolidado, deve ser ainda maior, segundo Dante Moraes Rosado e Souza gerente sênior do Programa Segurança Viária da Vital Strategies, organização de global de saúde pública.
“Em 25 anos, o número de mortes de motociclistas, por exemplo, cresceu 13 vezes, e a frota avançou 12 vezes” disse Dante, que defende um amplo engajamento da sociedade para tentar diminuir esses números.
Um estudo do Banco Mundial, com base em números de 2019, estima que o custo dos acidentes de trânsito seja equivalente a 3,8% do PIB do Brasil, o equivalente a R$ 320 bilhões por ano. “E de lá para cá, o número de acidentes cresceu, então, esse número, que inclui desde gastos com hospitais, patrimônio e perda de produtividade, dentre outros, deve ser ainda maior atualmente”, disse. São 160 mil feridos por ano no Brasil, com impacto grande no sistema de saúde do País.
A secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak, apontou que em 2025 foram R$ 12,5 milhões gastos em internações hospitalares. “O acidente de trânsito é um problema de saúde pública que sobrecarrega o sistema e que poderia ser evitado”, disse a secretária. No mesmo ano, foram atendidas 5.274 vítimas de acidentes motocicletas nos hospitais da cidade. No SUS, os gastos em todo o Brasil superam R$ 400 milhões.
Melissa Puertas, diretoria da Escola Pública de Trânsito de Curitiba, falou sobre conceito de Visão Zero e do trabalho desenvolvido na escola na conscientização da população.
No período da tarde, serão debatidos temas como financiamento para médias e grandes cidades na área de transporte, controle de bilhetagem eletrônica pelos municípios e ainda o papel das escolas públicas de trânsito, Promovido pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) e pela Urbanização de Curitiba (Urbs), tem a participação de 223 pessoas de 75 cidades brasileiras, sendo 16 capitais.