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Criança como prioridade

Fórum da 1ª Infância sedia instalação de grupo de estudos acadêmicos sobre bem-estar infantil

Curitiba trabalha pelos diretos da criança e recebe a nova Cátedra como espaço de construção da segurança infantil

1º Fórum da Primeira Infância de Curitiba, lançamento da Cátedra da UFPR em parceria com o Ministério da Educação. Curitiba, 14/08/2026 Foto: Levy Ferreira/SECOM

A instalação da cátedra universitária Miguel Otávio Santana da Silva marcou o I Fórum da Primeira Infância de Curitiba, promovido durante toda esta sexta-feira (14/8) pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano (SMDH) e pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Curitiba (Comtiba), no Salão de Atos do Parque Barigui.

Segundo a diretora do Departamento da Criança, do Adolescente e do Migrante da SMDH e presidente do Comtiba, Michelle Taís Faria Feliciano, a iniciativa vem ao encontro dos objetivos da gestão do prefeito Eduardo Pimentel, que faz parte da rede de Prefeitos e Prefeitas Amigos da Criança criada pela Fundação Abrinq.

“Curitiba trabalha pelos diretos da criança e recebe a nova Cátedra como espaço de construção da segurança infantil”, por isso promovemos esse espaço de aprendizado e troca de experiência sobre a educação infantil, disse.  Primeira Infância é a fase que vai até os 6 anos, considerada essencial para as próximas etapas da vida. A cidade tem 125 mil crianças na faixa etária.

Apoio às políticas públicas

Voltado para estudos sobre o bem-estar das crianças de 0 a 6 anos, o novo grupo de pesquisas faz parte da estrutura acadêmica da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A vice-reitora da instituição, a professora e cirurgiã pediátrica Camila Fachin, resumiu a importância do papel da iniciativa.

“Estamos trabalhando para garantir produção de conhecimentos que subsidiem políticas públicas mais justas para efetivamente proteger as crianças”, disse. A educadora também anunciou que a UFPR se organiza para ter a sua própria Rede de Proteção da Criança em situação de risco para a violência.

Símbolo

O grupo de estudos homenageia o menino pernambucano que, há 6 anos, teve sua vida interrompida. Ele morreu ao ter os cuidados negligenciados pela empregadora da sua mãe, Mirtes Renata Santana de Souza. Com apenas 5 anos, Miguel caiu do alto de um edifício residencial em Recife, depois de acessar sozinho um dos elevadores do local.

Emocionada, Mirtes compareceu ao evento. 

“É necessário ecoar esse grito de luta e justiça, que não é só para o meu filho, mas para todas as crianças, em especial as negras, indígenas, periféricas e quilombolas, que são as mais vulneráveis”, frisou.  

Presenças

Também participaram do evento subsecretário da Política Nacional Integrada da Primeira Infância do Ministério da Educação, Alexsandro Nascimento dos Santos; a coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação para as Relações Étnico-raciais ErêYá e do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da UFPR, Lucimar Rosa Dias; o superintendente da SMDH, Jean Kulcheski; e a diretora do Departamento de Educação Infantil da Secretaria Municipal da Educação, Ligiane Marcelino.