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De janeiro a maio

Exportações de Curitiba cresceram 19%, mais que o dobro da média nacional

China, Peru, Argentina, Chile e Estados Unidos foram os principais destinos das exportações curitibanas nos primeiros cinco meses do ano

Exportações de Curitiba cresceram 19% de janeiro a maio, mais que o dobro da média nacional. Foto: Ricardo Marajó/SECOM (arquivo)

Curitiba ampliou exportações em 19% de janeiro a maio de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram US$ 947,6 milhões nos primeiros cinco meses deste ano, contra US$ 794,8 milhões na mesma base de comparação em 2025. Os dados são da  Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

O crescimento das exportações de Curitiba foi mais que o dobro do registrado pelo Brasil no período. As vendas externas brasileiras totalizaram US$ 148,57 bilhões no acumulado de janeiro a maio, representando um crescimento de 8,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

China, Peru, Argentina, Chile e Estados Unidos foram os principais destinos das exportações curitibanas. Os produtos mais exportados no período foram soja triturada (US$ 162,1 milhões), tratores (US$ 161,7 milhões); veículos para transporte de mercadorias (US$ 153,5 milhões); madeira serrada (US$ 40,4 milhões); artigos e aparelhos ortopédicos (US$ 34,4 milhões); e peróxido de hidrogênio (US$ 29,4 milhões).

“Curitiba se destaca como um polo industrial importante, principalmente na Cidade Industrial de Curitiba, com linhas de produção de alto valor tecnológico, o que vem garantindo que as exportações avancem em um ritmo maior que a média brasileira”, destaca o prefeito Eduardo Pimentel. 

Para Julio Suzuki, diretor de pesquisa do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes), o expressivo crescimento registrado pelas exportações de Curitiba nos cinco primeiros meses de 2026 se deve ao bom desempenho apresentado pela maioria dos segmentos exportadores. “Não foi um crescimento alicerçado na performance de um único ramo”, disse.


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Avanço chinês

A China foi o grande destaque do período, com alta de 70% nas exportações curitibanas no período, superando a Argentina como principal destino. Os negócios com os chineses renderam, de janeiro a maio, US$ 154,6 milhões, contra US$ 90,9 milhões no mesmo período do ano passado. 

“O avanço da China se deve principalmente à condição do país asiático de grande importador de commodities agrícolas. E a contabilização de um alto volume de vendas curitibanas de commodities se deve sobretudo ao domicílio fiscal do exportador. Em outras palavras, a mercadoria exportada foi registrada na capital, não sendo necessariamente o local da produção. É diferente, por exemplo, das exportações de bens de alto conteúdo tecnológico, como os tratores e os veículos de carga, que são fabricados na Cidade Industrial de Curitiba (CIC)”, explica Suzuki.

Também cresceram as exportações para o Peru, de US$ 122,2 milhões para US$ 147,2 milhões, o que representou uma alta de 20%, e para o Chile, de US$ 59,8 milhões para US$ 106,5 milhões, aumento de 78%.

As vendas para esses países ajudaram a compensar a queda das exportações para os Estados Unidos, que recuaram 22%, US$ 55,9 milhões para US$ 43,6 milhões. As vendas para a Argentina também tiveram recuo, de US$ 171,9 milhões para US$ 131,6 milhões.

Segundo Suzuki, o tarifaço norte-americano atingiu principalmente as exportações de derivados da madeira, podendo se estender a outros segmentos em caso de ampliação das barreiras comerciais em âmbito global. “Mas os exportadores curitibanos vêm demonstrando grande capacidade de diversificação de mercados para seus produtos, o que reduz os potenciais impactos negativos”, prevê.

Curitiba tem uma pauta de exportações bem diversificada, que inclui mais de 600 categorias de produtos, que abrangem de refrigeradores a pimenta, de tratores, automóveis e motores a cabelo e fósforos, por exemplo. No ano passado, as exportações somaram US$ 2,2 bilhões, alta de 18% em relação aos US$ 1,83 bilhão registrados em 2024.