Texto: João Paulo Pimentel
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
Garantir que grandes obras de mobilidade avancem sem descuidar da segurança de quem circula pelas ruas é um desafio constante. Pensando nisso, técnicos da Supervisão Ambiental e Social da Unidade Técnico-Administrativa de Gerenciamento (Utag) reuniram-se nesta sexta-feira (22/08) com representantes da empreiteira responsável pelo Lote 5 do Projeto Novo Inter 2, que contempla intervenções no bairro Mercês.
O encontro teve como foco a capacitação das equipes em caminhos seguros para pedestres, sinalização e acessibilidade durante a execução das obras.
Esses encontros de capacitação alinham-se às exigências de rotina em projetos financiados por organismos internacionais. Além do Lote 5, a mesma metodologia será aplicada às equipes de outros lotes do Novo Inter 2, garantindo padronização de procedimentos e maior segurança em todas as frentes de trabalho. A prática busca assegurar que as obras respeitem padrões técnicos e ambientais estabelecidos pelos contratos, além de mitigar impactos sobre a população.
No caso do Novo Inter 2, que prevê a requalificação de mais de 38 quilômetros de vias em Curitiba, a circulação segura de pedestres é uma das principais preocupações devido ao grande porte das intervenções.
Segundo Diego Mazetto de Souza, consultor técnico ambiental da Utag, o trabalho deve ir além da execução de normas técnicas e consolidar uma cultura de atenção à segurança e à acessibilidade em todas as etapas das obras.
“Não se trata apenas de cumprir uma obrigação contratual, mas de construir uma cultura de prevenção, em que a segurança e a acessibilidade sejam valores permanentes em cada frente de trabalho. O cuidado com a comunidade deve ser permanente, mesmo em meio às obras”, ressaltou Souza.
A Utag atua como órgão coordenador dos projetos estruturantes de Curitiba com apoio de organismos multilaterais. Entre suas atribuições, está a garantia de que as salvaguardas ambientais e sociais sejam respeitadas desde a elaboração dos projetos até a execução das obras. Esse trabalho inclui monitoramento contínuo, capacitações e a mediação do diálogo entre empresas contratadas, poder público e comunidade.