Texto: Claudia Maria Teixeira de Almeida
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
A equipe do Instituto Municipal de Turismo - Curitiba Turismo (Ctur) e representantes de secretarias municipais participaram, na tarde desta quarta-feira (15/4), de um encontro voltado à aplicação ética e responsável da inteligência artificial no setor público. Realizada no auditório da Fundação Cultural de Curitiba, a iniciativa marcou mais um passo de adaptação da administração municipal às novas tecnologias.
“O uso da inteligência artificial avança rapidamente e já impacta rotinas de trabalho. Em Curitiba, a administração pública enfrenta o desafio de não apenas acompanhar esse movimento, mas garantir que a adoção ocorra com responsabilidade, segurança e alinhamento às diretrizes institucionais”, declarou a superintendente do Curitiba Turismo, Tatiana Neves.
Promovido pela Escola de Turismo através do Ctur, o encontro apresentou a Norma de Governança nº 001/2026, que estabelece parâmetros para o uso seguro e estratégico de ferramentas de IA. A proposta foi nivelar o entendimento entre os servidores e reforçar a responsabilidade no tratamento de dados e informações institucionais.
A coordenadora da Escola de Turismo, Grécia Correa, informou que a palestra foi transmitida ao vivo e que todo o conteúdo foi gravado e que poderá ser disponibilizado aos servidores. Grécia ainda reforçou que a escola está aberta a todas as secretarias na promoção de ações multisetoriais.
Diretrizes e riscos no uso da tecnologia
A condução das orientações ficou a cargo das especialistas Luiza Corteletti e Carla Flores, da Secretaria Municipal de Administração e Tecnologia da Informação (Smati). Durante a apresentação, foram abordados aspectos técnicos e operacionais, além de riscos associados ao uso indiscriminado dessas tecnologias no ambiente público.
“Quem pensa que a I.A. vai nos substituir não entende o seu funcionamento. Capacidades como compaixão e amor são inerentes ao ser humano e nunca serão replicadas pela I.A. que ainda apresenta resultados desconexos com a realidade”, alerta Carla Flores.
Uma classificação de riscos foi apresentada aos servidores que foram orientados a não compartilhar informações sensíveis, promovendo o uso responsável da ferramenta. Um protocolo também foi apresentado para o uso de I.A. aos servidores.
Protocolo apresentado ao servidor
1. Identifique se a tarefa é de risco baixo, médio ou alto. Quando houver dúvida, consulte a Smati-TI. Esta decisão inicial define todo o processo de segurança.
2. Anonimize os dados e remova completamente qualquer identificação pessoal, nomes de cidadãos ou dados sigilosos antes de colar o texto na IA. Use apenas informações genéricas e agregadas
3. Contextualize a Solicitação Peça para a lA citar fontes legais, jurisprudências e referências oficiais. Evite que ela 'invente' ou 'imagine' informações - seja específico sobre o que você precisa.
4. Revise sempre. Todo conteúdo gerado por IA é de total responsabilidade do servidor que o assina e envia. Nunca copie e cole sem análise crítica profunda.
5. Cheque os fatos e verifique se as informações, citações e fontes citadas pela lA realmente existem e são corretas. IAs podem cometer 'alucinações' - sempre confirme em fontes oficiais.
“O uso ético e responsável é um desafio para todos na administração pública. A diversidade, independência, descentralização e capacidade de agregação são blocos construtores da inteligência coletiva”, explicou Luiza Corteletti.
A atividade também funcionou como espaço para esclarecimento de dúvidas e troca de experiências, evidenciando que o avanço tecnológico já impacta rotinas administrativas, mas ainda exige maturidade institucional para evitar falhas, especialmente em segurança da informação e proteção de dados.
A Prefeitura de Curitiba já conta com a sua própria inteligência artificial que auxilia a população, tirando dúvidas do funcionamento e serviços disponibilizados pela administração pública, através do Curitiba App.