Texto: Claudia Maria Teixeira de Almeida
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
O encerramento do Abril Indígena, realizado nesta quinta-feira (30/4), reforçou o papel da Casa de Cultura de Passagem Indígena como espaço de troca, aprendizado e valorização dos povos originários. Aberto ao público, o evento reuniu estudantes, educadores e visitantes interessados em conhecer de perto tradições, saberes e expressões culturais indígenas.
Com uma proposta acolhedora e educativa, a programação busca aproximar diferentes públicos das realidades e histórias indígenas, reforçando a importância do respeito à diversidade cultural e da escuta ativa.
“Essas atividades ajudam a manter a nossa cultura viva e também é uma forma de reunirmos várias etnias, reforçando nossos propósitos. Uma de nossas lutas é a demarcação das terras indígenas em todo o território nacional, preservando nossas riquezas e aldeias”, reforçou Céia Kavenhkag, da etnia Kánhgág e articuladora da Casa de Passagem.
Experiência cultural e diálogo
Ao longo da tarde, das 13h às 17h, os participantes circularam por uma feira de artesanato, acompanharam apresentações culturais, entre outras atividades. Um dos destaques foi a oferta de aulas introdutórias da língua Kaingang.
Além das atividades culturais, a roda de conversa com representantes indígenas abre espaço para reflexões sobre identidade, direitos e ancestralidade.
Exemplo de luta
Jovina Renhga foi a primeira indígena no Paraná a lutar, de forma voluntária, pela criação de um espaço que pudesse acolher os indígenas que vinham para a capital vender artesanato. Escritora do livro A Luta das Mulheres Indígenas e uma das fundadoras da Aldeia Kakané Porã, Jovina é considerada um dos pilares da cultura no estado. Segundo ela, no Brasil são faladas mais de 200 línguas indígenas, com mais de 300 etnias.
“São mais de 30 anos de lutas, seja por um abrigo, fortalecimento do nosso artesanato, demarcação das terras indígenas. Em nossa aldeia vivem 45 famílias e temos muito ainda por alcançar”, comenta.
Além de marcar o encerramento do mês indígena, a iniciativa é um convite ao diálogo contínuo. Ao celebrar o Abril Indígena, a programação reforça a necessidade de reconhecer e valorizar as culturas originárias como parte essencial da sociedade brasileira.