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Rumo à autonomia

Empresa abraça dependentes químicos em reabilitação e oferece oportunidade de trabalho

Com oito anos de mercado, três lojas na cidade e 22 colaboradores, a empresa recebe para entrevistas apenas candidatos recomendados pelos serviços ligados ao processo de recuperação e promoção da autonomia de dependentes químicos

Diego Gomes, repositor do Gepetto Mercado da Sete de Setembro, e Rafael Ventura Pergo, sócio da rede Gepetto Mercado. Curitiba, 12/08/2026. Foto: Isabella Mayer/SECOM

Dois moradores da unidade de acolhimento temporário Nova Morada Vida Nova, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano (SMDH), estão entre os colaboradores da rede Gepetto Mercado. Em fase final de reabilitação da dependência química, rumo à autonomia, eles se encaixam no perfil buscado pela empresa junto a quem quer recomeçar a vida.

“São pessoas super inteligentes, honestas, gratas e que dão muito valor à oportunidade. Em algum momento de suas vidas elas tiveram problemas e agora buscam se reerguer.  São gente como a gente”, avalia o sócio Rafael Ventura Pergo.

O secretário da SMDH, Carlos Eduardo Pijak Júnior, elogia a iniciativa. “Que essa atitude inspire outras organizações empresariais a abrir portas para quem está em uma das fases mais importantes do processo de reabilitação: a busca pelo trabalho que leva à autonomia”, afirma.

Com oito anos de mercado, três lojas na cidade e 22 colaboradores, a empresa recebe para entrevistas apenas candidatos recomendados pelos serviços ligados ao processo de recuperação e promoção da autonomia de dependentes químicos. “A primeira experiência aconteceu por acaso, quando uma pessoa próxima pediu oportunidade para alguém que estava em uma comunidade terapêutica. Como tínhamos a vaga e ele demonstrou aptidão, acabou sendo contratado”, lembra Rafael.

Acolhida

Atualmente, além dos dois colaboradores que residem no Projeto Nova Morada, a empresa conta com um terceiro trabalhador na mesma condição. Todos passam por um processo de integração e adaptação e, a seguir, começam em suas funções. Entre eles está Diego Gomes, que há dois meses trabalha em uma das três lojas da rede como repositor de mercadorias.

“Está sendo maravilhoso. É a melhor de todas as oportunidades que já tive. É um serviço agradável e, além de tudo, perto de onde moro. A porta de saída da dependência existe e passa pela ajuda da Prefeitura e de quem mais abraçar a causa”, avalia Diego.

Preparação

Antes de chegar à unidade de acolhimento, Diego passou seis meses em tratamento na Comunidade Terapêutica Água da Vida (Cravi), em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana. A Cravi é uma das comunidades conveniadas à SMDH, por meio do Departamento de Políticas sobre Drogas (DPsD).

Para chegarem até lá, um dos caminhos é o Centro Intersetorial de Atendimento à População em Situação de Rua - o serviço de abordagem multidisciplinar criado pela Prefeitura para dar suporte a esse público. O DPsD atua no local, ao lado de equipes de órgãos como a Secretaria Municipal da Saúde e a Fundação de Ação Social (FAS).