Texto: Vanessa de Paula Brollo
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
Quem circula por diferentes regiões de Curitiba aos fins de semana já pode encontrar produtos artesanais, alimentos, itens de decoração, vestuário e outros produtos feitos por empreendimentos da Economia Solidária, quando o produtor vende direto para o consumidor. A política, coordenada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação (SMDEI), vem sendo fortalecida desde 2025 com a ampliação de espaços de comercialização, feiras regionais, ações de formação e iniciativas voltadas à geração de trabalho e renda.
Atualmente, 45 empreendimentos participam regularmente da Feira do Largo da Ordem, aos domingos, e do Domingo no Centro, uma vez por mês. Considerando uma média de cinco integrantes por empreendimento, são aproximadamente 225 pessoas diretamente envolvidas nessas atividades.
Outro espaço de comercialização é a Feira Permanente realizada todas as quartas-feiras, no Museu Municipal de Arte (MuMA), com a participação de seis empreendimentos.
Entre os grupos que participam das iniciativas estão Feira Permanente, Uniafro IN, Utopia e Libersol. Os três primeiros integram a Rede Mandala, que reúne 26 empreendimentos de Economia Solidária.
Feiras chegam às regionais
Uma das novidades de 2026 é a realização das Feiras Regionais de Economia Solidária. A iniciativa foi criada para descentralizar as oportunidades de comercialização e aproximar os empreendimentos dos moradores de diferentes regiões da cidade.
A proposta prevê a realização de um evento por mês, sempre na primeira quinta-feira, em uma das regionais de Curitiba, com cerca de 30 empreendimentos por edição.
A primeira feira aconteceu em agosto, na Rua da Cidadania do Pinheirinho, reunindo 30 empreendimentos e um público estimado em 500 pessoas. A iniciativa deve avançar para outras regiões da cidade, criando novos pontos de encontro entre quem produz e quem quer comprar produtos feitos por empreendedores locais.
Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Sérgio Bento, ampliar os espaços de comercialização é uma forma de fortalecer quem empreende e, ao mesmo tempo, oferecer à população acesso a produtos feitos por empreendedores da própria cidade.
“Economia Solidária é também uma política de desenvolvimento econômico. Quando ampliamos os espaços de comercialização, estamos criando oportunidades para quem produz, fortalecendo a geração de trabalho e renda e movimentando a economia local”, afirma Bento.
Espaço permanente está em estruturação
Outra iniciativa em andamento é a implantação de um espaço permanente de comercialização na Regional Matriz, na região da Praça Rui Barbosa. O local já foi disponibilizado e está em fase de estruturação.
O projeto contempla a definição do espaço físico, modelo de funcionamento, critérios de participação e modelo de gestão. A proposta é criar mais um ponto fixo para que os empreendimentos possam apresentar e comercializar seus produtos ao longo do ano.
Formação para quem empreende
Além da comercialização, a política municipal também investe na formação dos empreendedores. Desde 2025, foram realizadas seis atividades de capacitação em Economia Solidária, com média de 30 participantes por encontro, totalizando aproximadamente 180 participações.
As formações abordam temas relacionados à organização produtiva, Economia Solidária, geração de trabalho e renda e participação nos espaços de comercialização. A proposta é oferecer conhecimento que ajude os empreendimentos a melhorar sua organização e ampliar suas possibilidades de atuação.
Economia solidária e saúde mental
A política também vem ampliando a integração com as ações de Saúde Mental do município. Empreendimentos ligados à Libersol e aos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) passaram a ter acesso aos espaços de comercialização da Economia Solidária.
Atualmente, essa participação ocorre principalmente no Largo da Ordem e no Domingo no Centro. A Libersol reúne 19 empreendimentos, criando oportunidades de geração de renda, convivência, participação social e desenvolvimento de atividades produtivas.
Conselho tem participação permanente
A SMDEI também mantém apoio técnico, administrativo e institucional ao Conselho Municipal de Economia Popular Solidária (CMEPS). A diretoria acompanha reuniões, comissões e grupos de trabalho e encaminha as demandas apresentadas pelo Conselho, fortalecendo a participação dos empreendedores e da sociedade civil na construção e no acompanhamento das políticas públicas do setor.
Onde encontrar a Economia Solidária em Curitiba
Feira do Largo da Ordem: aos domingos, com participação de aproximadamente 45 empreendimentos.
Domingo no Centro: feira mensal, também com participação de aproximadamente 45 empreendimentos.
MuMA: Feira Permanente, realizada todas as quartas-feiras, com seis empreendimentos.
Feiras Regionais: realizadas mensalmente, sempre na primeira quinta-feira, em diferentes Regionais de Curitiba. A primeira edição ocorreu na Regional Pinheirinho, em 6 de agosto, com 30 empreendimentos.
Novo espaço permanente: em estruturação na Regional Matriz, na região da Praça Rui Barbosa.