O palco Future Buildings and Wellness Stage abriu o segundo dia da Smart City Expo Curitiba 2026 (26/3) com um debate sobre como a captação, interpretação e divulgação de dados no planejamento urbano fazem a diferença na construção de uma cidade cada vez mais democrática, sustentável e inteligente.
O painel, intitulado “Da prancha ao dado: dados urbanos para cidades mais humanas”, reuniu as palestrantes Aline Placha Tambosi, arquiteta e urbanista e diretora do Departamento de Cadastro Técnico Municipal da Secretaria Municipal de Urbanismo (SMU); Mônica Máximo da Silva, diretora de informações do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc); e Stefanie Freiberger, arquiteta e sócia-diretora de Desenvolvimento da Proa Arquitetura Agile. A mediação foi de Juliana Schutzemberger, conselheira do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Paraná.
Percepção de quem vive a cidade
Unindo especialistas dos setores público e privado, o painel destacou como a parceria entre essas áreas é fundamental para o desenvolvimento urbano responsável. A discussão reforçou que os dados devem ser compreendidos para além de informações brutas, sendo interpretados a partir da percepção da população que vive a cidade, com a criação de ferramentas dinâmicas e intuitivas para sua leitura.
Para Aline, o evento é uma oportunidade de mostrar como o trabalho técnico realizado pela SMU e pelo Ippuc tem impacto direto no dia a dia da população. Ela destacou temas como o alinhamento predial — linha imaginária que estabelece o limite para a vedação e a ocupação dos imóveis.
“Trazer essas informações para a Smart foi um desafio muito interessante. Quando falamos desses assuntos internamente, o conteúdo é muito técnico. Aqui, fomos além da informação de prancheta para apresentar como esse trabalho contribui, na prática, para a cidade”, observou.
Em sua primeira participação na Smart City, o consultor tributário da Roit, Wesley de Andrade Mateus, acompanhou o painel e destacou a relação entre o tema e a reforma tributária. “A gente está trabalhando com a reforma tributária em municípios, e entender a inteligência de Curitiba na forma como lida com esses dados é algo que pode beneficiar outras cidades também”, afirmou.