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Proteção de dados

Curso prepara servidores para adequações à Lei Geral de Proteção de Dados

Prefeitura de Curitiba trabalha há cerca de 18 meses para os ajustes necessários. Servidores têm responsabilidade sobre as informações coletadas dos cidadãos

Encarregado geral de proteção de dados, Flávio Silva de Andrade. Curitiba, 21/06/2021. Foto: Lucilia Guimarães/SMCS

 

Um grupo de cerca de 50 servidores de diversas secretarias e órgãos da Prefeitura de Curitiba acaba de concluir a primeira formação sobre a implantação da Lei Geral de Proteção de Dados pessoais na Administração Municipal. A legislação de 2018 estabelece que todos os que utilizam dados pessoais, em formato digital ou físico, sejam clientes, cidadãos ou funcionários, devem estar adequados à LGPD.

Promovido pelo Instituto Municipal de Administração Pública (Imap) em parceria com a Superintendência de Tecnologia da Informação da Secretaria de Administração e de Gestão de Pessoal, o curso apresentou aspectos importantes relativos à LGPD para servidores que terão papel fundamental nas adequações que precisarão ser feitas para o atendimento da lei – os chamados encarregados setoriais.

A partir de agora, este grupo irá levantar informações das suas áreas, verificar processos internos e analisar se cada procedimento está de acordo com a lei válida para todo o país.

Proteção necessária

“Vamos viver agora um novo momento. Uma série de mudanças poderão ser feitas para a proteção dos dados do cidadão. Com base no que estabelece a legislação, temos que ter cuidados para proteger os dados das pessoas. Até mesmo as informações dos servidores precisam de proteção”, afirma o encarregado geral de proteção de dados da Prefeitura, Flávio Silva de Andrade.

De acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados, o encarregado é o responsável por garantir a conformidade da organização (Prefeitura de Curitiba) à lei.

O tratamento de dados pessoais compreende tudo o que pode ser feito com uma informação pessoal, desde a coleta, a utilização, a reprodução, a transmissão, o arquivamento ou qualquer outra forma de uso da informação obtida.

“Como cidadãos, nós esperamos que as empresas e órgãos públicos lidem corretamente com nossos dados e os guardem de forma segura. Da mesma forma, quando estamos exercendo nossa atividade como servidores, temos responsabilidade sobre as informações pessoais as quais temos acesso, ainda que seja apenas o seu armazenamento”, esclarece Flávio.

Além de informações como o nome completo, CPF, data de nascimento, filiação, existem dados que a lei classificou como sensíveis, tais como origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação a sindicato ou a organização de caráter religioso, filosófico ou político, os relacionados à saúde, à vida sexual, os genéticos ou biométricos. Nestes casos, o cuidado precisa ser ainda maior, pois sua exposição pode resultar em mal uso, situações de constrangimento e até mesmo atos de violência.

O servidor de carreira que se especializou no assunto nos últimos quatro anos esclarece que existem empresas que faturam muito dinheiro em cima de dados pessoais, vendendo pacotes de dados. “Esse é o maior ativo das redes sociais”, exemplifica. “Por isso, temos que zelar pela guarda de qualquer dado coletado e sua utilização nos sistemas corporativos da Prefeitura”, afirma.

A Prefeitura de Curitiba trabalha neste tema há cerca de 18 meses.

Como identificar o encarregado

Para facilitar a identificação do encarregado setorial de cada secretaria ou órgão, o Portal do Servidor passou a oferecer um novo serviço. Basta estar logado (informar CPF e senha) e buscar entre os serviços a opção “Lei Geral de Proteção de Dados”.

Quem quiser saber mais ou esclarecer dúvidas, pode entrar em contato com a equipe pelo e-mail lgpd@curitiba.pr.gov.br .