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Rede de proteção

Curitiba terá três novos conselhos tutelares para proteção de crianças e adolescentes

Anúncio foi feito na abertura do seminário pelo Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

13º Seminário Municipal de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes no Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, Curitiba, 18/05/2026. Foto: Valquir Kiu Aureliano/SECOM

O secretário municipal de Desenvolvimento Humano (SMDH), Carlos Eduardo Pijak Júnior, disse nesta segunda-feira (18/5), durante a abertura do 13º Seminário Municipal de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, que Curitiba três Conselhos Tutelares até 2028, além dos dez já em funcionamento. Realizado no Salão de Atos do PArque BArigui, o evento marcou o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

“É uma ação concreta oriunda da articulação das políticas públicas, que é tarefa da SMDH, e já foi autorizada pelo prefeito Eduardo Pimentel”, disse Pijak ao público que lotou o evento. “Isso representa o fortalecimento da Rede de Proteção, que precisa ser permanente”, observou o presidente da Fundação de Ação Social (FAS), Renan Rodrigues, também presente à solenidade.

O seminário foi organizado pela SMDH e pela FAS para os servidores das pastas que integram a Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente em Situação de Risco para a Violência – Educação, Saúde e Ação Social. O objetivo foi promover a atualização do grupo sobre um tema sensível: os crimes virtuais. Para isso, os organizadores convidaram a delegada-chefe da Delegacia do Adolescente, Eliete Kovalhuk, o agente de polícia e psicólogo do órgão Leonel Rodrigues, além do presidente executivo da organização da sociedade civil Child Fund Brasil, Maurício Cunha.

Crimes virtuais

Para a vice-conselheira tutelar da Regional Boa Vista Maria Aparecida Benício, o seminário é uma oportunidade especial. “Existe mesmo uma diferença de preparo para lidar com as ferramentas virtuais entre a nossa geração e as crianças e adolescentes de agora. Precisamos estar em constante preparo para identificar o perigo, ajudar e inspirar e, por isso, é muito importante participar sempre”, disse.

A conselheira referia-se às dicas da delegada Eliete sobre a identificação de sinais de que uma criança está sendo vítima de violência na internet. 

Segundo a delegada, mudanças de conduta e isolamento são muito sugestivos e devem merecer a atenção dos pais e demais cuidadores. “Diante da menor suspeita, o caminho é pedir ajuda especializada. Não fique sozinho nem em silêncio porque o silêncio nunca ajuda a vítimas, só é útil ao abusador”, disse a policial.

Entre os canais disponíveis para denúncias e informações, destacou, estão a Delegacia do Adolescente, os Conselhos Tutelares, Nucria (Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes), Nuciber (Núcleo de Combate aos Cibercrimes) e o Disque 100.