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Mercado de trabalho aquecido

Curitiba registra menor taxa de desemprego em quatro anos e alcança 1,047 milhão de pessoas ocupadas

Pnad Contínua mostra que mercado de trabalho da capital criou 40 mil vagas e reduziu taxa de desocupação de 5% para 3,9% em um ano; Levantamento é referente ao primeiro trimestre de 2025 e 2026

Curitiba registra menor taxa de desemprego da série e alcança 1,047 milhão de pessoas ocupadas. - Na imagem, Sine Móvel. Foto: Isabella Mayer/SECOM

Curitiba apresentou uma melhora expressiva no mercado de trabalho no primeiro trimestre de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados na última sexta-feira (30/7). A taxa de desocupação caiu para 3,9%, a menor entre os primeiros trimestres dos últimos quatro anos, enquanto o número de pessoas ocupadas chegou a 1,047 milhão, também o maior patamar da série.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, a capital ganhou 40 mil pessoas ocupadas, passando de 1,007 milhão para 1,047 milhão de trabalhadores. No mesmo período, o número de desempregados diminuiu de 52 mil para 43 mil pessoas, redução de aproximadamente 17%.

Outro indicador que reforça o bom momento é o nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas empregadas em relação à população em idade de trabalhar. O índice alcançou 66,2%, acima dos 64,9% registrados um ano antes e o maior percentual da série analisada.

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Também houve melhora na qualidade do mercado de trabalho. A taxa composta de subutilização, que considera desempregados, pessoas que trabalham menos horas do que gostariam e trabalhadores potenciais, caiu para 9,1%, contra 10% no primeiro trimestre de 2025, mantendo uma trajetória de redução em relação aos anos anteriores.

A evolução dos indicadores demonstra um avanço consistente do mercado de trabalho da capital. Desde o primeiro trimestre de 2023, Curitiba criou 68 mil postos de ocupação, reduziu o número de desempregados de 57 mil (jan/mar 2023) para 43 mil pessoas (jan/mar 2026) e derrubou a taxa de desocupação de 5,5% para 3,9%,.

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Segundo o secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação (Smdei), Sérgio Bento, esses resultados mostram que Curitiba está no caminho certo.

“A redução histórica do desemprego é fruto de uma economia que cresce, de um ambiente favorável para quem empreende. Alinhado ao compromisso do prefeito Eduardo Pimentel com a geração de empregos, temos levado feiras e mutirões de oferta de vagas para todas as regiões da cidade, aproximando empresas de quem busca uma colocação e tornando esse encontro mais rápido e eficiente. Ao mesmo tempo, investimos fortemente na qualificação profissional gratuita, com cursos em diversas áreas e parcerias que preparam os trabalhadores para as profissões que o mercado realmente precisa.”, afirma Bento.

Mercado formal 

O cenário positivo no emprego teve reflexo também no mercado formal de trabalho, que geralmente paga também os melhores salários. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgados na última quarta-feira (29/7) mostram que  Curitiba gerou um saldo de 16.148 vagas com carteira assinada de janeiro a junho.

O saldo, que é a diferença entre as contratações (298.890) e demissões (282.742) no período, foi o quinto maior entre as capitais. Ficou atrás apenas de São Paulo (SP), 65.611; Brasília (DF), 27.732; Rio de Janeiro (RJ), 23.527; e Salvador (BA), 18.478, cidades bem mais populosas que a capital paranaense. Sozinha, Curitiba respondeu por 23% das vagas de emprego formal no Estado (69.638). O estoque de empregos com carteira assinada em Curitiba ao final de junho ficou em 813.232.

O setor de serviços puxou as contratações no período, com saldo de 13.494 vagas geradas. A construção civil também foi destaque, com 1.623 novos empregos, o comércio, com saldo de 270 e a indústria, com 125 novos empregos.