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Democracia

Curitiba participa do novo Conselho Nacional do Ministério da Cultura

Presidente da Fundação Cultural de Curitiba ocupa uma cadeira no colegiado nacional que colabora na formulação de políticas públicas do país para a área cultural

Em Brasília, Ana Cristina de Castro, presidenta da Fundação Cultural de Curitiba e do Fórum Nacional de Secretários e Gestores de Cultura das Capitais e Municípios Associados toma posse no novo Conselho Nacional de Políticas Culturais, do Ministério da Cultura. Colegiado é presidido pela ministra Margareth Menezes. Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

O Ministério da Cultura deu posse aos novos membros do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), titulares e suplentes. A presidente da Fundação Cultural de Curitiba e presidente do Fórum Nacional de Secretários e Gestores de Cultura das Capitais e Municípios Associados, Ana Castro, é uma das integrantes do grupo que ajudará na formulação de políticas públicas do país, de forma colaborativa e democrática.

A cerimônia aconteceu nesta segunda-feira (3/4), em Brasília, e foi seguida da primeira reunião do Conselho. “Este órgão representa o espírito democrático e colaborativo que deve nortear a interlocução entre os diferentes níveis de governo e a sociedade civil, mas estamos certos de que o diálogo com o Ministério da Cultura permitirá muitos avanços e conquistas", destacou Ana.

A posse dos 72 membros (titulares e suplentes) do CNPC foi comandada pela ministra Margareth Menezes, que é a presidente do colegiado formado por instâncias governamentais e com ampla participação da sociedade civil.

Entre as diversas funções do CNPC, destacam-se a avaliação das diretrizes do Plano Nacional de Cultura e o acompanhamento da execução, inclusive quanto à aplicação de recursos. O Conselho também é responsável pelas regras da Conferência Nacional de Cultura, que acontecerá em dez/23, em Brasília.

Em seu discurso de posse, Ana Castro destacou a importância dos fóruns, especialmente no enfrentamento das dificuldades vivenciadas pelos trabalhadores da cultura durante a pandemia de covid-19.  

“Nossos colegiados tiveram papel relevante na construção e aprovação das leis de emergência cultural Aldir Blanc I e II, e a Paulo Gustavo. Com determinação e superando muitas barreiras, conseguimos implementar a Lei Aldir Blanc I, socorrendo a cultura em um de seus momentos mais sombrios”, destacou Ana.

 

Sete milhões de empregos

Para a presidente do Fórum Nacional de Secretários e Gestores de Cultura das Capitais e Municípios Associados, é importante que o Ministério da Cultura acelere a regulamentação da Lei Paulo Gustavo e a implantação da Lei Aldir Blanc 2, bem como retome as políticas de fomento à produção audiovisual. 

“O setor cultural emprega sete milhões de pessoas no mercado formal e movimenta mais de 3% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional, portanto, é uma cadeia produtiva e social que precisa ser movimentada e nesse sentido, defendemos a revisão sobre mecanismos de fomento cultural”, destacou.

Compromissos

Na primeira reunião do novo grupo de conselheiros, os principais compromissos assumidos foram: a retomada da articulação dos colegiados setoriais, a realização da 4ª Conferência Nacional de Cultura, construção de uma nova estrutura para o Conselho, ampliando sua relação com o Ministério da Cultura e ministérios afins e por fim, acompanhamento da implantação da Lei Aldir Blanc 2. 

“Somente a união de esforços, com a verdadeira compreensão da realidade de estados e municípios é que conseguiremos avançar. Por isso, manifestamos nossa disposição de participar ativamente deste Conselho, oferecendo contribuições no sentido de reconstrução das políticas públicas de forma transparente e democrática, com ampla participação da sociedade”, finalizou Ana Cristina de Castro.

Paranismo em Brasília

Em nome do prefeito Rafael Greca, a presidente da Fundação Cultural de Curitiba presenteou a ministra da Cultura, Margareth Menezes, com o livro Paranismo, escrito por José Roberto Teixeira Leite, crítico de arte e o maior especialista no movimento intelectual e artístico da década de 1920 que exalta a identidade paranaense. 

O livro foi lançado na última sexta-feira (31/3), na ocasião das celebrações dos 330 anos de Curitiba junto com a abertura de uma exposição com a mesma temática, no Memorial de Curitiba.