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Programa Curitiba Próspera

Curitiba mira economia da saúde e logística aérea para impulsionar nova agenda de desenvolvimento

Crescimento recorde da movimentação de cargas no Aeroporto Afonso Pena reforça estratégia da Prefeitura para fortalecer setores de alto valor agregado

Curitiba mira economia da saúde e logística aérea para impulsionar nova agenda de desenvolvimento. Foto: Geraldo Bubniak/ANP (arquivo)

O crescimento da movimentação de cargas no Aeroporto Internacional Afonso Pena está abrindo novas oportunidades para o desenvolvimento econômico de Curitiba e da Região Metropolitana. A Prefeitura de Curitiba, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação (SMDEI), está estruturando uma agenda voltada ao fortalecimento de setores intensivos em tecnologia, inovação e conhecimento, com destaque para a economia da saúde.

A agenda está sendo desenvolvida dentro do Programa Curitiba Próspera e prevê ações voltadas à inovação e atração de investimentos, ao fortalecimento da conexão entre universidades e empresas e à construção de uma governança regional capaz de reunir poder público, setor produtivo, instituições de ensino e gestores da infraestrutura logística.

Segundo informações dos Resumos de Movimentação Aeroportuária (RMA), emitidos pela Concessionária Motiva, de janeiro a abril de 2026, o Aeroporto Afonso Pena movimentou 5,4 milhões de quilos de cargas, o maior volume registrado para o período na série histórica analisada. O resultado representa um crescimento de 64,5% em relação ao mesmo quadrimestre de 2025, com um aumento de mais de 2,1 milhões de quilos transportados em apenas quatro meses.

Para a Prefeitura de Curitiba, os números demonstram não apenas o fortalecimento da infraestrutura logística regional, mas também a oportunidade de conectar essa capacidade a setores econômicos capazes de gerar mais riqueza, inovação e empregos qualificados.

De acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Sérgio Bento, a recorde de cargas mostra que Curitiba tem uma infraestrutura logística cada vez mais relevante para o Sul do Brasil.

"Nossa visão é transformar esse potencial em desenvolvimento econômico, atraindo investimentos e fortalecendo atividades de maior valor agregado. A economia da saúde é um dos segmentos que reúne essas características e que apresenta forte capacidade de geração de empregos qualificados e, portanto, pode se beneficiar diretamente dessa conectividade", afirma Bento.

Economia da saúde

A chamada economia da saúde reúne atividades como a indústria farmacêutica, fabricantes de equipamentos médicos, empresas de biotecnologia, healthtechs, laboratórios e centros de pesquisa. São setores que trabalham com produtos de alto valor agregado, forte conteúdo tecnológico e grande dependência de logística eficiente para atender mercados nacionais e internacionais.

Segundo o diretor de Empreendedorismo e Competitividade da SMDEI, Vinícius dos Santos, Curitiba já possui uma base consolidada nesse segmento, com empresas especializadas, universidades, centros de pesquisa e ambientes de inovação que formam um ecossistema favorável ao crescimento dessas atividades.

O desafio, de acordo com o diretor, é integrar os diferentes atores para transformar essa vocação em uma estratégia estruturada de desenvolvimento.

"Temos uma combinação favorável entre conhecimento, inovação, infraestrutura e capacidade produtiva. O crescimento da movimentação de cargas no Afonso Pena reforça a oportunidade de consolidarmos um ambiente ainda mais competitivo para empresas ligadas à saúde, biotecnologia e tecnologias avançadas. O objetivo é fortalecer cadeias produtivas que geram empregos qualificados e ampliam a inserção de Curitiba em mercados globais, a partir do fomento à integração econômica entre Curitiba e os municípios da Região Metropolitana.", destaca Vinícius.

A proposta também considera o potencial de expansão das operações de carga do Aeroporto Afonso Pena, especialmente no transporte de mercadorias de maior valor agregado, como medicamentos, dispositivos médicos, insumos laboratoriais e equipamentos especializados. 

Para a SMDEI, a estratégia vai além do crescimento da movimentação logística. A meta é criar condições para que Curitiba amplie a capacidade de gerar, atrair e reter negócios inovadores, fortalecendo a competitividade nacional e internacional. “Com essa visão, Curitiba busca consolidar uma agenda de desenvolvimento baseada em tecnologia, conhecimento e inovação, transformando vantagens logísticas em oportunidades concretas de crescimento sustentável para a cidade e toda a região metropolitana”, diz o secretário.