Texto: Vanessa de Paula Brollo
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
O crescimento da movimentação de cargas no Aeroporto Internacional Afonso Pena está abrindo novas oportunidades para o desenvolvimento econômico de Curitiba e da Região Metropolitana. A Prefeitura de Curitiba, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação (SMDEI), está estruturando uma agenda voltada ao fortalecimento de setores intensivos em tecnologia, inovação e conhecimento, com destaque para a economia da saúde.
A agenda está sendo desenvolvida dentro do Programa Curitiba Próspera e prevê ações voltadas à inovação e atração de investimentos, ao fortalecimento da conexão entre universidades e empresas e à construção de uma governança regional capaz de reunir poder público, setor produtivo, instituições de ensino e gestores da infraestrutura logística.
Segundo informações dos Resumos de Movimentação Aeroportuária (RMA), emitidos pela Concessionária Motiva, de janeiro a abril de 2026, o Aeroporto Afonso Pena movimentou 5,4 milhões de quilos de cargas, o maior volume registrado para o período na série histórica analisada. O resultado representa um crescimento de 64,5% em relação ao mesmo quadrimestre de 2025, com um aumento de mais de 2,1 milhões de quilos transportados em apenas quatro meses.
Para a Prefeitura de Curitiba, os números demonstram não apenas o fortalecimento da infraestrutura logística regional, mas também a oportunidade de conectar essa capacidade a setores econômicos capazes de gerar mais riqueza, inovação e empregos qualificados.
De acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Sérgio Bento, a recorde de cargas mostra que Curitiba tem uma infraestrutura logística cada vez mais relevante para o Sul do Brasil.
"Nossa visão é transformar esse potencial em desenvolvimento econômico, atraindo investimentos e fortalecendo atividades de maior valor agregado. A economia da saúde é um dos segmentos que reúne essas características e que apresenta forte capacidade de geração de empregos qualificados e, portanto, pode se beneficiar diretamente dessa conectividade", afirma Bento.
Economia da saúde
A chamada economia da saúde reúne atividades como a indústria farmacêutica, fabricantes de equipamentos médicos, empresas de biotecnologia, healthtechs, laboratórios e centros de pesquisa. São setores que trabalham com produtos de alto valor agregado, forte conteúdo tecnológico e grande dependência de logística eficiente para atender mercados nacionais e internacionais.
Segundo o diretor de Empreendedorismo e Competitividade da SMDEI, Vinícius dos Santos, Curitiba já possui uma base consolidada nesse segmento, com empresas especializadas, universidades, centros de pesquisa e ambientes de inovação que formam um ecossistema favorável ao crescimento dessas atividades.
O desafio, de acordo com o diretor, é integrar os diferentes atores para transformar essa vocação em uma estratégia estruturada de desenvolvimento.
"Temos uma combinação favorável entre conhecimento, inovação, infraestrutura e capacidade produtiva. O crescimento da movimentação de cargas no Afonso Pena reforça a oportunidade de consolidarmos um ambiente ainda mais competitivo para empresas ligadas à saúde, biotecnologia e tecnologias avançadas. O objetivo é fortalecer cadeias produtivas que geram empregos qualificados e ampliam a inserção de Curitiba em mercados globais, a partir do fomento à integração econômica entre Curitiba e os municípios da Região Metropolitana.", destaca Vinícius.
A proposta também considera o potencial de expansão das operações de carga do Aeroporto Afonso Pena, especialmente no transporte de mercadorias de maior valor agregado, como medicamentos, dispositivos médicos, insumos laboratoriais e equipamentos especializados.
Para a SMDEI, a estratégia vai além do crescimento da movimentação logística. A meta é criar condições para que Curitiba amplie a capacidade de gerar, atrair e reter negócios inovadores, fortalecendo a competitividade nacional e internacional. “Com essa visão, Curitiba busca consolidar uma agenda de desenvolvimento baseada em tecnologia, conhecimento e inovação, transformando vantagens logísticas em oportunidades concretas de crescimento sustentável para a cidade e toda a região metropolitana”, diz o secretário.