A secretária de Desenvolvimento Humano de Curitiba (SMDH), Amália Tortato, participou da solenidade de lançamento do edital para ampliação da rede de acolhimento temporário em comunidades terapêuticas. O público-alvo do evento, que aconteceu nesta terça-feira (3/3), no gabinete da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e da Família (Sedef), são as pessoas em situação de dependência para o álcool e outras drogas no território formado por 20 municípios metropolitanos do chamado Núcleo Curitiba.
“É mais um programa de sucesso do governo estadual e que já está dando frutos em Curitiba, que até o fim de março lançará também o seu edital para novas vagas”, disse Amália ao secretário da Sedef, Rogério Carboni, que presidiu a solenidade. A ação faz parte do Programa de Atenção às Pessoas em Situação de Uso Prejudicial de Álcool e Outras Drogas, instituído pela Lei Estadual nº 22.160/2024 e coordenado por Rondinelli Dutra de Oliveira.
Primeiros acolhimentos
Amália contou que, nessa segunda-feira (2/3), três mulheres e um homem já haviam sido encaminhados para acolhimento temporário e mais oito já estavam na fila para os exames de saúde que precedem o encaminhamento para as comunidades terapêuticas.
“Nossa equipe ficou emocionada ao testemunhar uma filha de 23 anos acompanhar a mãe, de 43, e dizer que agora ela sabe onde ela está – e com certeza não é mais sobre um papelão em um lugar qualquer”, resumiu, referindo-se à forma como vivem as pessoas em situação de rua que recusam atendimento da SMDH, no caso de quem usa álcool ou outras drogas, ou da FAS (Fundação de Ação Social).
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Amália Tortato, secretária de Desenvolvimento Humano de Curitiba (SMDH)
De acordo com o diretor de Políticas sobre Drogas da SMDH, Marlon Cardoso, Curitiba soma atualmente cerca de 150 internamentos voluntários feitos em 2026, pela SMDH, usando vagas de convênios estabelecidos entre as comunidades terapêuticas e o município de Curitiba, Estado e Governo Federal.
Oferta
As vagas destinadas a Curitiba e aos demais municípios metropolitanos estão abertas em dez instituições conveniadas e vão garantir a oferta de até 204 acolhimentos mensais durante até nove meses por pessoa. O governo estadual vai pagar R$ 1.730,10 por vaga, o que representa um repasse máximo de R$ 352.940,40 do tesouro próprio ou o equivalente ao volume de acolhimentos demandado pelos municípios. Isso representa um aporte de até R$ 15.570,90 por acolhimento, caso a pessoa permaneça nove meses na residência transitória.
As vagas poderão ser requisitadas somente a partir do órgão responsável pela articulação das ações sobre drogas das cidades de Adrianópolis, Agudos do Sul, Almirante Tamandaré, Bocaiúva do Sul, Campo do Tenente, Campo Largo, Campo Magro, Contenda, Fazenda Rio Grande, Itaperuçu, Lapa, Piên, Mandirituba, Pinhais, Quitandinha, Rio Branco do Sul, Rio Negro, São José dos Pinhais e Tunas do Paraná, além de Curitiba.
Participaram do evento os representantes das comunidades terapêuticas Precavida, Crenvi, Hadash, Fazdi e Rancho dos Profetas; os deputados estaduais Evandro Araújo, Gilson de Souza e Alexandre Amaro; o vereador Guilherme Kilter; o superintendente da SMDH, Carlos Eduardo Pijak Júnior; e a equipe do Departamento de Políticas sobre Drogas do órgão.