Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
Curitiba foi escolhida para integrar um estudo internacional que vai medir os impactos ambientais, sociais, econômicos e culturais da agricultura urbana e periurbana. Os trabalhos no município começaram nesta terça-feira (4/8), a partir do encontro “Cidades que cultivam: evidências e práticas para o fortalecimento da agrobiodiversidade urbana no Brasil”, realizado na Fazenda Urbana do CIC. O evento reuniu representantes de organismos internacionais, universidades, poder público, agricultores urbanos, iniciativa privada e sociedade civil.
A capital paranaense é um dos três municípios brasileiros selecionados para o estudo de caso, ao lado de Belo Horizonte (MG) e Recife (PE), reconhecimento que reforça a trajetória da cidade no desenvolvimento de políticas públicas voltadas à segurança alimentar, agricultura urbana e sustentabilidade.
O secretário municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, Leverci Silveira Filho, destacou que o encontro reforça o papel das cidades na construção de soluções conjuntas para enfrentar os desafios ambientais e fortalecer sistemas alimentares mais sustentáveis.
"Curitiba acredita que cidades mais resilientes são construídas por meio da cooperação entre poder público, universidades, organismos internacionais, iniciativa privada e, principalmente, as comunidades. A agricultura urbana aproxima as pessoas da produção de alimentos, fortalece a biodiversidade, amplia a segurança alimentar e contribui diretamente para o enfrentamento das mudanças climáticas. É uma satisfação compartilhar as experiências da cidade e, ao mesmo tempo, aprender com instituições e parceiros que ajudam a aperfeiçoar nossas políticas públicas." disse Leverci Silveira Filho.
Programa das Nações Unidas
A iniciativa é liderada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), por meio da iniciativa TEEB (A Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade), com financiamento da União Europeia e coordenação científica do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP).
O Governo Federal apoia o projeto por meio dos ministérios do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome; do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar; do Meio Ambiente e Mudança do Clima; e do Trabalho e Emprego. Em Curitiba, a Prefeitura participa como município parceiro, por meio da Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (SMSAN).
Agricultura urbana e mudanças climáticas
Nesta terça-feira (4/8) e quarta-feira (5/8) , a equipe técnica do projeto realiza oficinas participativas e visitas a iniciativas de agricultura urbana e periurbana da cidade para compreender como essas ações contribuem para a qualidade de vida da população e para a conservação ambiental.
O estudo utiliza a metodologia internacional TEEB Agrifood, que amplia a avaliação dos sistemas alimentares ao considerar, além dos indicadores econômicos, benefícios relacionados aos capitais natural, social e humano. Entre eles estão a geração de renda, a produção de alimentos para a segurança alimentar e nutricional, a conservação da biodiversidade, a redução das ilhas de calor, o sequestro de carbono, a polinização, a melhoria da drenagem urbana e o aproveitamento de resíduos orgânicos por meio da compostagem.
Os resultados serão apresentados em 2027 e devem contribuir para orientar políticas públicas e investimentos voltados à expansão da agricultura urbana e periurbana no Brasil.
Programa Conexão Alimentar
Leverci Silveira Filho ressaltou que iniciativas como o programa Conexão Alimentar demonstram o potencial da utilização de áreas urbanas para produção de alimentos, recuperação ambiental e fortalecimento dos vínculos comunitários.
"Temos equipes técnicas qualificadas e políticas públicas consolidadas, mas a participação das comunidades é essencial. Quando as pessoas se apropriam desses espaços e passam a cuidar deles, os benefícios ambientais, sociais e econômicos se multiplicam."
Presenças
Também participaram do encontro o diretor do Departamento de Estratégias de Segurança Alimentar e Nutricional da SMSAN, Felipe Thiago de Jesus; o diretor do Departamento de Mudanças Climáticas da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Felipe Ehmke Maia; o professor Carlos Roberto Sanquetta, da Universidade Federal do Paraná (UFPR); representantes do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), da Fundação Getulio Vargas (FGV), do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA), da Transpetro, da iniciativa privada, além de pesquisadores, agricultores urbanos e representantes de organizações ligadas à conservação da biodiversidade.