Texto: Claudia Regina de Oliveira Gabardo
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
Representantes de dez entidades sociais participaram, nesta terça-feira (11/8), do lançamento local do projeto internacional Juventude e Mudanças Climáticas, da organização filantrópica Bloomberg Philanthropies. O objetivo da ação é financiar projetos ambientais de 300 cidades do mundo com recursos do Fundo Juventude e Ação Climática 2026/2027. Curitiba é uma delas.
Durante o lançamento, no Centro de Eventos Imap Barigui, cerca de 100 participantes se organizaram em grupos para responder ao desafio de propor soluções para a destinação de resíduos orgânicos com diferentes níveis de complexidade e fizeram o plantio de mudas de árvores. Foi a primeira oficina do projeto.
“A ideia é inspirar vocês a começarem a pensar em ideias práticas que tenham impacto nas comunidades, como o reaproveitamento dos resíduos e muitas outras práticas”, disse o secretário municipal de Desenvolvimento Humano (SMDH), Carlos Eduardo Pijak Júnior. A SMDH é a coordenadora local da ação. Também participam do projeto representantes das secretarias municipais de Esporte, Lazer e Juventude, Desenvolvimento Humano e Meio Ambiente.
Consciência ambiental, pertencimento local
O projeto internacional Juventude e Mudanças Climáticas quer atrair organizações da sociedade civil e instituições sem fins lucrativos que atendam jovens de 15 a 24 anos. Entre elas estão fundações, institutos e colégios públicos e privados. As propostas qualificadas dividirão, na primeira fase do projeto, 50 mil dólares (cerca de R$ 250 mil) para auxiliar o início da execução dos projetos.
Serão aceitas propostas nas áreas de Educação Ambiental, Recursos Hídricos e Saneamento, Energias Renováveis e Economia e Áreas Verdes. As entidades interessadas devem ficar atentas ao cronograma do projeto. Nos próximos dias, a SMDH lançará o edital de chamamento público, que vai abrir o período de inscrições.
Meio ambiente é o elo
Os participantes do evento chegaram querendo mais detalhes. “Estamos curiosas pra entender o funcionamento desse projeto e participar”, disse Tânia Santos, gestora da organização da sociedade civil (OSC) Palco Escola, que há 24 anos trabalha com iniciativas de educação, arte e cultura para crianças e jovens de 6 a 18 anos. Atualmente, a entidade atende cerca de 300 pessoas.
O ânimo é semelhante ao de Liziana Rodrigues, do Instituto Nhandecy, expressão que em tupi-guarani significa “Mãe de Todos os Seres”. “Trabalhamos com ações de sustentabilidade em todas as áreas, para despertar no nosso público a ideia de onde o fazer humano impacta o meio ambiente, e esse projeto deve motivar o nosso público”, disse a gestora da entidade, que no segmento de jovens e adultos. Com 15 anos de história, o instituto já atendeu diretamente mais de 5 mil pessoas.
Participaram do evento de lançamento do projeto o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação (SMDEI), Sérgio Bento; o superintendente de Controle Ambiental da Secretaria Municipalk do Meio Ambiente, Ibson Campos; e o diretor do Departamento da Juventude da Smelj, Rogério Sech.