Texto: Millena do Prado Lechtchechen
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
Texto: Millena Lechtchechen (supervisão de Roberto Couto)
Prefeitura de Curitiba
Acompanhar de perto cada salto de crescimento, tirar dúvidas sobre o comportamento do bebê, manter as vacinas em dia e identificar alterações de saúde antes que se agravem. Esse é o papel central das consultas de puericultura, rotina de acompanhamento integral da saúde da criança ofertada nas Unidades de Saúde da Prefeitura de Curitiba. Muito além de tratar enfermidades, o serviço gratuito da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) busca a promoção da saúde, a prevenção de acidentes e o estímulo ao pleno desenvolvimento infantil.
"Cuidar da primeira infância é prioridade para a Saúde de Curitiba. A puericultura reflete o compromisso da Prefeitura com uma saúde pública preventiva e humanizada, unindo nossas equipes de saúde para acompanhar a criança desde o nascimento, fortalecer a Atenção Primária e garantir o desenvolvimento integral e a qualidade de vida de todas as famílias", afirma a coordenadora da Saúde da Criança da SMS, Oksana Maria Volochtchuk.
No primeiro ano de vida, as consultas ocorrem mensalmente, permitindo uma avaliação rigorosa do desenvolvimento de peso e altura, assim como o motor, o cognitivo e o psicossocial. O pediatra da Unidade de Saúde Santa Cândida, Khristian Mendez Ribeiro, 55 anos, ressalta a importância do acompanhamento para evitar o agravamento de questões simples. "A meta da puericultura é manter a criança plenamente saudável em cada fase do seu crescimento. Avaliamos os marcos do desenvolvimento, vacinas e saúde física para que ela chegue à idade adulta com qualidade de vida", explica.
Na rede municipal de saúde, a puericultura é conduzida pela equipe da atenção primária à saúde, unindo médicos de família, pediatras, equipe de enfermagem e agentes comunitários.
Para a médica de família da Unidade de Saúde Solitude, Joseane Maria Andrade Mouzinho de Oliveira, essa integração permite conhecer a realidade do lar e dar suporte às transformações vividas pelas famílias. "O médico de família conhece o contexto social, o ambiente onde a criança mora e a rotina dos pais desde o pré-natal. Acompanhamos tanto a saúde quanto às intercorrências do dia a dia, trabalhando angústias como o aleitamento materno, por exemplo, e não só quando a criança adoece", destaca.
Diane da Costa Sousa, 30 anos, mãe do pequeno Johnny Policarpo, 11 meses, sente que o acompanhamento na US Solitude tem sido crucial para esse período. Durante o acompanhamento, ela descobriu que seria necessário adiantar o parto para preservar tanto a sua saúde quanto do filho. “Eu tive diabetes gestacional, minha gravidez era de risco. Ele nasceu de 37 semanas. Então, esse acompanhamento foi bem importante para mim”, relata.
A enfermagem desempenha papel estratégico no acolhimento, orientação sobre o calendário vacinal e busca ativa de faltosos. "Sentimos uma diferença expressiva entre as crianças que mantêm o acompanhamento e aquelas que faltam. Quem vem regularmente adoece menos de causas sazonais e tem o desenvolvimento muito melhor acompanhado. Por isso, fazemos a busca ativa para que nenhuma criança perca esse cuidado", reforça a enfermeira da US Santa Cândida, Marcela Rosa dos Santos, 44 anos.
Diagnóstico precoce evita emergências
Outro pilar da puericultura é a identificação precoce de doenças antes que evoluam para quadros graves. Ana Carolina Pasdiora, 30 anos, mãe do Benhur Pasdiora Glodes, 8 meses, afirma que as preocupações que tem tido nos primeiros meses foram rapidamente respondidas pelo médico em consultas de rotina. “Ele está aqui desde as duas semanas de idade e com as consultas a gente descobriu até alergias e a gente pôde conter bem rapidinho. O doutor tem acompanhado desde o começo e graças a Deus ele está saudável", ressalta Ana Carolina, que é atendida na US Santa Cândida.
Como funciona o acompanhamento na rede municipal
O acompanhamento é realizado por meio de consultas mensais no primeiro ano de vida; a cada 2 a 3 meses no segundo ano, semestrais entre os 2 e 5 anos (com atendimento de intercorrências a qualquer momento) e anuais após os 5 anos de idade. Durante as consultas, é avaliado o ganho de peso e estatura, marcos motores e neurológicos, incentivo ao aleitamento materno e introdução alimentar, checagem da carteira de vacinação e prevenção de acidentes domésticos.
Ao receberem alta hospitalar em maternidades do SUS, a mãe e o bebê saem com consultas de acolhimento já agendadas nas unidades de saúde de referência. Nos casos de bebês que precisam de internamento em UTIs neonatais do SUS, ocorre da mesma forma, o bebê recebe alta com agendamento de consulta na unidade de referência.