Texto: Roberto da Silva Couto
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
Texto: Roberto Couto
Prefeitura de Curitiba
A busca ativa das Centrais de Cuidado Contínuo (CCC) da Prefeitura de Curitiba já resultou no retorno, desde 2025, de 3.014 pessoas com condições crônicas ao acompanhamento do SUS da capital. Elas haviam deixado de fazer exames de rotina ou outras etapas do cuidado. Atualmente, 40 mil usuários são monitorados pela estratégia, que integra o atendimento remoto ao trabalho das 109 unidades de saúde da Atenção Primária.
As Centrais de Cuidado Contínuo fazem a busca ativa e o acompanhamento de pessoas com hipertensão, diabetes e condições de saúde mental, além de gestantes.
Lançadas oficialmente pelo prefeito Eduardo Pimentel em agosto de 2026, as Centrais integram a Política Municipal de Saúde Digital. A iniciativa começou como projeto-piloto em março de 2025, nos Distritos Sanitários Cajuru, Boa Vista, Matriz e Portão, e foi ampliada gradativamente pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) até chegar aos dez distritos da cidade, há três meses, cada um com uma central dedicada ao acompanhamento dos usuários do território.
“As Centrais de Cuidado Contínuo fortalecem o vínculo com a Atenção Primária ao combinar tecnologia, busca ativa e o trabalho das equipes para manter o cuidado presente na vida dos cidadãos. O objetivo é simples: fazer com que a assistência aconteça no momento certo, evitando que pequenas pendências se transformem em problemas maiores”, explica a secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak.
Um exemplo do sucesso da estratégia é o retorno do aposentado Geraldo Alves da Costa, 75 anos, à unidade de saúde de referência no bairro São Braz. O contato da equipe da Central do Distrito Sanitário Santa Felicidade ajudou a reorganizar a linha de tratamento necessária para manter em dia o controle da hipertensão e da diabetes na US União das Vilas.
“Depois que atendi à ligação, voltei a fazer as consultas e renovar minhas receitas. Foi importante ter alguém entrando em contato para me orientar e ajudar a retomar o tratamento da minha saúde”, reconhece Geraldo, que na última sexta-feira (16/19) esteve na unidade de saúde do São Braz para mais uma avaliação dos tratamentos.
Antes da ligação
Segundo o coordenador e responsável técnico das Centrais, o médico Rômulo Pereira, a busca ativa de pacientes com doenças crônicas começa com a identificação pelas equipes de consultas e exames pendentes, ausência de registros recentes de pressão arterial e peso, além de receitas vencidas ou próximas do vencimento.
“A partir das informações, disponíveis nos painéis de dados de cada Central, são analisados os prontuários de cada pessoa. Na sequência, as equipes entram em contato por telefone para organizar o atendimento conforme as necessidades de cada usuário”, explica Pereira.
Cada central conta com profissionais de medicina e enfermagem dedicados ao serviço remoto de saúde.
Como funciona
No contato por telefone com o usuário, a enfermeira agenda os procedimentos e exames necessários na unidade de saúde. Os resultados ficam registrados no prontuário eletrônico, o e-Saúde, e subsidiam a avaliação por teleconsulta do médico do serviço remoto.
“Essa organização ajuda a reduzir deslocamentos do cidadão e facilita a conclusão das etapas do acompanhamento. Além disso, permanentemente estamos monitorando pendências e acompanhando a validade das receitas para organizar as próximas consultas pela Central”, conta a médica Laura Marques, da equipe vinculada ao Distrito Sanitário Tatuquara.
A médica Marcia Nedochetko, da Central do DS Bairro Novo, ressalta que a teleconsulta reúne os resultados dos exames e as informações obtidas na unidade, mas também abre espaço para ouvir o paciente e identificar outras necessidades.
“A gente conversa para saber se está tudo bem, se há algum sintoma e como está a adesão ao tratamento. Não ficamos presos apenas à hipertensão ou diabetes, por exemplo: também verificamos se existe alguma outra demanda”, relata Marcia.
Medicamentos
Outro ponto destacado pelas equipes das Centrais é a atenção à continuidade do uso dos medicamentos. A busca ativa permite identificar receitas próximas do vencimento e avaliar o usuário, inclusive quando dificuldades de agendamento ou a rotina de trabalho interferem no acompanhamento.
“A gente vai atrás desse paciente e reforça a importância de não interromper a medicação. Aqui, conseguimos conversar e explicar por que ele precisa manter o tratamento”, completa a enfermeira Isabelle Lordano, também da Central do DS Tatuquara.
As receitas e os documentos emitidos pelas centrais recebem assinatura digital e são enviados ao aplicativo Saúde Já Curitiba. Assim, o usuário pode retirar os medicamentos na unidade de saúde sem precisar imprimir a prescrição.
HTML snippet. Press Enter to type after or press Shift + Enter to type before the widget