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Visita técnica

BRT Leste-Oeste avança em segurança viária com apoio de banco do BRICS

Uma consultoria especializada vai apontar soluções que contribuam para evitar acidentes de trânsito no novo corredor do transporte coletivo, que vai ligar Pinhais à estação CIC-Norte

BRT Leste-Oeste avança em segurança viária com apoio de banco do BRICS

 

Curitiba deu mais um passo à evolução do transporte coletivo nesta quarta-feira (17/2). Integrantes de um consultoria especializada em segurança viária estiveram na cidade para sugerir pontos de melhoria nos projetos de implantação do Corredor Leste-Oeste e evitar acidentes de trânsito.

Trata-se de uma visita técnica de representantes do New Development Bank (NDB), o banco dos BRICS,  o financiador das obras de infraestrutura do Ligeirão no Corredor Metropolitano Leste-Oeste, ligando Pinhais e a estação CIC-Norte, e do Eixo Sul.

Uma equipe da Prefeitura, com integrantes do Instituto de Pesquisa e Planejamento de Curitiba (Ippuc) e da Superintendência de Trânsito (Setran), levou o líder do projeto de Curitiba no NDB, Fernando Silva, e a consultora especialista em Segurança Viária, Marta Obelheiro, para vistoriar toda a extensão do trajeto do BRT Leste-Oeste.

A partir da estação CIC-Norte, o grupo visitou os cinco terminais - Campo Comprido, Campina do Siqueira, Capão da Imbuia, Vila Oficinas e Centenário -, e algumas das 34 estações-tubo que vão compor o novo corredor, entre elas a Eufrásio Correia, na região central.

“Vemos o município 110% disposto a receber contribuições. Curitiba é muito aberta à implantação de ações de segurança no trânsito. Desta visita, teremos um trabalho detalhado das melhorias e inovações que podem ser feitas”, destaca o líder do projeto no NDB, Fernando Silva.

 

Soluções inovadoras

A movimentação de passageiros nos terminais, o comportamento dos pedestres nas canaletas, as condições de acessos para pedestres e ciclistas foram algumas das questões observadas e que terão propostas incorporadas nos projetos do novo corredor do transporte público.

“Essa observação in loco é muito importante para entender como as pessoas se comportam no dia a dia e visualizar questões de segurança viária que podem emergir no novo BRT. O objetivo é propor soluções que ajudem a reduzir acidentes”, destaca a consultora Marta Obelheiro.

O coordenador geral da Unidade Técnico Administrativa de Gerenciamento (UTAG) do Ippuc, Paulo Roberto Socher, afirmou a relevância de ter a colaboração de um especialista externo. 

“É um olhar que traz uma nova perspectiva ao trabalho, com soluções de inovação a partir de outras experiências e que pretendemos acolher”, disse.

Intervenções

O projeto do BRT Leste-Oeste contempla a reestruturação do corredor de transporte com pista de ultrapassagem para o Ligeirão Leste-Oeste, novas estações, modernização de terminais e melhorias viárias no entorno.

Com a implantação da estrutura de ultrapassagem entre as linhas, a operação do eixo será dividida em linhas "paradoras", que farão paradas em 34 estações e cinco terminais ao longo do eixo (com distância média entre as paradas de 500 metros); e a Linha Direta Ligeirão, que fará paradas nos cinco terminais de integração e nas estações de maior atratividade do sistema (com distância média entre as paradas entre 2 km e 3 km). Nesse itinerário, serão implantados 44,8 km de ciclofaixas e 66 paraciclos.

A estrutura do eixo de transporte seguirá o que prevê a certificação Greenroads®, que inclui pavimento permeável, estrutura cicloviária ao longo da extensão, sistema de coleta de água da chuva, semaforização inteligente, entre outras inovações de acessibilidade segura, paisagismo e iluminação.

Investimentos

Para a realização das obras, serão investidos US$ 93,75 milhões (R$ 507,49 milhões, na cotação de 17/2 do Banco Central), como parte do Programa de Aumento da capacidade e Velocidade do BRT no eixo Leste-Oeste e Sul. Desse valor, serão US$ 75 milhões (R$ 405 milhões) financiados pelo NDB e US$ 18,75 milhões (R$ 101,5 milhões) em contrapartidas municipais, num programa a ser executado em cinco anos.

Os recursos serão aplicados nos projetos e obras de implantação do Ligeirão no corredor metropolitano de transporte Leste-Oeste, entre o Campo Comprido e Pinhais, e na extensão Sul.

Até que seja assinado o contrato de financiamento e definidos os cronogramas de desembolso, serão seguidos os trâmites de empréstimos internacionais avalizados pela União, que passam pelas etapas de validação pelo governo federal e posterior aprovação pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE).

Benefícios do Ligeirão Leste/Oeste

- Aumento da velocidade média operacional em 35%
- Redução do tempo de deslocamento em 25%;
- Aumento do número de passageiros em dias úteis em 5%;
- Reestruturação viária de 31,2km de canaleta exclusivas;
- Eliminação dos comboios de ônibus nas canaletas exclusivas;
- Redução das emissões de CO2 em 14%;
- Revitalização de estações de embarque e desembarque, substituição do piso das calçadas, renovação do pavimento da pista, iluminação pública, implantação de paisagismo e requalificação da acessibilidade;

Ligeirão até o Pinheirinho

As obras já em curso para a finalização do Ligeirão Sul, desde a Praça do Japão ao Pinheirinho, feitas com recursos do tesouro municipal, já incluem a contrapartida da Prefeitura ao financiamento do NDB para o corredor Leste-Oeste.

Estão sendo feitas melhorias em 13 pontos de parada existentes no itinerário ao sul, além da reestruturação viária de aproximadamente 4 km de canaletas exclusivas. As intervenções incluem ainda implantação de aproximadamente 15,6 km de ciclofaixas e de 26 paraciclos.

Com o Ligeirão Norte-Sul operando em sua totalidade, o usuário terá redução do tempo de deslocamento em 26%.