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A Moto mais mortal do mundo

Blitz educativa instala antenas corta-pipas para proteger motociclistas contra acidentes com cerol

Cerca de 3.500 antenas serão instaladas gratuitamente nas blitze itinerantes nas dez administrações regionais do município até abril

Blitz educativa da campanha “A moto mais mortal do mundo” orienta condutores e instala gratuitamente antenas corta-pipas, na Avenida Cândido de Abreu, em frente à Prefeitura. Curitiba, 19/01/2026. Foto: Hully Paiva/SECOM

A Escola Pública de Trânsito de Curitiba, ABC Trânsito, realizou na manhã desta segunda-feira (19/1) a primeira blitz educativa da campanha A moto mais mortal do mundo, no Centro Cívico.

A ação contou com distribuição de material educativo para conscientização dos motociclistas sobre segurança no trânsito e também com a implantação de antenas corta-pipas nas motocicletas. Cerca de 3.500 antenas serão instaladas gratuitamente nas blitze educativas itinerantes da campanha até o mês de abril, com o intuito de reforçar a segurança dos motociclistas. 

O motoboy Alexandro Miranda trabalha há mais de cinco anos com entregas e ainda não tinha instalado a antena corta-pipas na sua motocicleta.  

“Eu quase fui atingido por um fio de cerol que cortou o capacete e quase atingiu meu olho. Agora com a antena corta-pipas estou mais seguro, e para andar na estrada é bem importante ter essa proteção”, afirmou Miranda. 

Gustavo Henrique Padilha trabalha com serviços de motofrete e destacou a importância da instalação do equipamento de proteção na sua moto durante a blitz, para garantir a sua segurança. No trabalho, ele quase sofreu um acidente com uma linha de cerol que chegou a cortar a jaqueta.  

“Os meninos deixaram a pipa cair e a linha passou muito perto da altura do meu pescoço, a minha jaqueta ficou com a marca do cerol. Corremos um risco diário de acidentes com fios ou linhas de cerol durante o dia a dia do nosso trabalho, e esse equipamento vai trazer mais segurança. É um bom produto para nossa proteção”, ressaltou.     

A diretora da Escola Pública de Trânsito, Melissa Puertas Sampaio, explica que a instalação da antena corta-pipas é obrigatória nas motos utilizadas para o transporte de cargas e de passageiros, conforme previsão do Artigo 139 A, do Código de Trânsito Brasileiro, e conforme resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). 

“Nas blitze educativas abordamos os motociclistas para conscientizá-los de que a mudança comportamental no trânsito precisa existir, e além disso eles recebem uma antena corta-pipas, que salva vidas. É um item obrigatório para os motociclistas que realizam transportes de cargas e de passageiros, e para os outros que utilizam a moto para lazer e para deslocamento para o trabalho é um item recomendável. A antena corta-pipas serve para proteger o motociclista e passageiros de linhas com cerol, que causam ferimentos graves e até fatais, com cortes no pescoço ou nos braços”, alertou Sampaio. 

O motoboy Fernando Rodrigues participou da blitz e aprovou a campanha. "Esse trabalho de conscientização mostra a preocupação com a vida dos motociclistas e com os acidentes que podem acontecer com as linhas de cerol”, afirmou.

A moto mais mortal do mundo 

A campanha educativa sobre segurança no trânsito intitulada A moto mais mortal do mundo busca conscientizar sobre os riscos nas ruas, estimular comportamentos seguros e reforçar a importância da prevenção para a redução de feridos e mortes, especialmente entre motociclistas — um dos grupos mais vulneráveis no trânsito. 

Uma moto foi construída com peças e pedaços de outras 12 motos envolvidas em acidentes com vítimas fatais na cidade. O veículo é o ponto de partida da campanha, que apresenta as histórias por trás de cada perda e reforça a importância da segurança e da prudência no trânsito.

A campanha busca conscientizar sobre os riscos nas ruas e  estimular comportamentos seguros no trânsito de Curitiba.  

A moto é nosso modal mais crítico em acidentes e fatalidades, registramos uma morte de  motociclista a cada 5 dias em Curitiba. Vamos trabalhar todos juntos para que nenhuma morte aconteça mais na cidade”, enfatizou o novo superintendente de Trânsito de Curitiba, Gustavo Garrett.