Texto: Franco Iacomini Junior
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
Texto: Franco Iacomini
Prefeitura de Curitiba
Depois de assistir a um vídeo na internet, Sophia Barros Moreira – que, à época, tinha 8 anos de idade – pegou a viola de dez cordas que o pai, Marcos Renato Moreira, tinha guardada em casa. Ele não tocava o instrumento, mas Sophia tirou seus primeiros acordes e amou o que ouviu. Nascia ali a Sofi Violeira, nome pelo qual a menina se tornou conhecida nas redes sociais. Agora com 11 anos, Sofi se apresenta na Capela Santa Maria na sexta-feira (8/5), às 20h, e no sábado (9/5), às 18h30.
Sofi e seu professor de viola, Bruno Takashy, são os convidados da Orquestra à Base de Cordas, grupo mantido pela Prefeitura por meio da Fundação Cultural de Curitiba (FCC) e do Instituto Curitiba de Arte e Cultura (Icac) e dedicado à pesquisa e à divulgação da música brasileira.
O programa do concerto inclui clássicos da música de raiz, como Romaria, de Renato Teixeira; Tocando em Frente, de Renato Teixeira e Almir Satter; Manto Estrelado, canção celebrizada pela dupla Dino Franco e Mouraí; e Evidências e Fogão de Lenha, interpretadas pelos paranaenses Chitãozinho e Xororó.
Sofi cresceu no sítio, na zona rural de Sapopema, cidade de 6.700 habitantes no Norte do Paraná. A mãe, Alessandra Barros de Oliveira, conta que a menina é atraída pela música desde os 3 anos, mas que não deu muita atenção quando ganhou um violão de presente. “Ela gosta mesmo de viola, é uma coisa natural dela”, diz Alessandra. “Nem gostava tanto de se brincar de boneca, o que ela queria era tocar. Ou então se aventurar pelo sítio, andar a cavalo.”
“Logo no começo, ela queria aprender o pagode de viola, que é muito difícil”, conta Alessandra. Criado por Tião Carreiro nos anos 1950, o pagode é um estilo enérgico, no qual a viola é tocada de forma rápida e “batida”, como se fosse um instrumento de percussão. Bruno ensinou o pagode de viola a Sofi, que foi evoluindo no instrumento e fazendo novas apresentações.
Os estudos foram, quase sempre, on-line, em paralelo à escola (ela está no sexto ano). Primeiro apenas com Bruno e depois com outros professores – Sofi tem aulas de canto com Ana Torres e teoria musical com Giovanni Matarazzo. Em janeiro, recebeu na Oficina de Música de Curitiba o Prêmio Estímulo, que visa apoiar a formação e o desenvolvimento de jovens talentos.
Agora, a família está de mudança para Curitiba, onde moram parte dos parentes de Alessandra. “Vai ser bom para ela ter mais convívio com as pessoas que fazem música por aqui”, diz a mãe da artista.
A Orquestra à Base de Corda
Criada por Roberto Gnattali em 1998, a Orquestra À Base de Corda tem uma formação instrumental ímpar (violino, bandolim, cavaquinho, viola caipira, violão de 6 e 7 cordas, contrabaixo e bateria), que lhe confere uma sonoridade particular. Seu repertório procura abranger diversos períodos da história da música popular brasileira e também inclui composições de seus integrantes.
O espetáculo desta semana propõe um percurso musical envolvente, onde a delicadeza dos timbres acústicos encontra momentos de intensidade e lirismo, criando uma atmosfera de proximidade com o público e valorizando a escuta atenta.
“É mais que um concerto”, diz o maestro João Egashira, diretor artístico da orquestra. “Trata-se de um encontro de trajetórias e sensibilidades, reafirmando o papel da Orquestra à Base de Corda como um dos importantes núcleos de criação e difusão da música instrumental no País.”
Serviço
Orquestra À Base de Corda convida Bruno Takashy e Sofi Violeira
Data: sexta-feira (8/5), às 20h e sábado (9/5), às 18h30
Local: Capela Santa Maria (R. Conselheiro Laurindo, 273 – Centro)
Ingressos: R$ 35 (inteira) e R$ 17,50 (meia-entrada)
Vendas: comprenozet.com.br