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Prefeitura Municipal de Curitiba

Meio Ambiente

SOS Mata Atlântica aprova unidades de conservação de Curitiba

12/04/2016 11:58:00

Conhecer as áreas de conservação de mata atlântica, avaliar a situação, gestão e manejo dessas unidades é o principal objetivo da visita do biólogo Luiz Paulo Pinto, coordenador do projeto de Rede de Unidades de Conservações Municipais, da ONG SOS Mata Atlântica. Desde segunda-feira (11), o ambientalista percorre parques e refúgios implantados pela Prefeitura de Curitiba, na Bacia do Rio Barigui, no projeto Rio Parque de Conservação. A entidade está fazendo uma avaliação das Unidades de Conservação (UCs) de toda a mata atlântica, e conhecendo a situação de vários municípios.

“Esta é a segunda fase de um trabalho iniciado em 2015 que resultará em relatórios, artigos, debates e a promoção de eventos voltados à conservação de áreas verdes. Pretendemos apresentar informações sobre as redes de proteções municipais para que a população se torne parceira e perceba como essas áreas são importantes, tanto pela qualidade de vida como na oferta de serviços ambientais e de água, dentro do processo de mudanças do clima”, explica.

Em companhia de técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, o biólogo conheceu os parques Tingui, Tanguá, Guairacá, Mané Garrincha, Barigui e o Refúgio de Vida Selvagem Reserva do Bugio, todos integrantes do projeto Rio Parque de Conservação-Barigui. O projeto, financiado pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), prevê a implantação de áreas de preservação e de lazer ao longo do Rio Barigui a partir da integração dos conjuntos dos parques para criar um corredor de biodiversidade entre as diversas unidades de conservação.

Pinto explica que as UCs nas grandes cidades estão inseridas dentro da malha urbana, gerando uma grande pressão pela ocupação das áreas do entorno e grandes desafios para a gestão dessas unidades. “Posso afirmar que Curitiba está fazendo um ótimo trabalho. Está com uma estrutura muito boa, com uma rede que cobre diversas áreas dentro do município e traz benefícios para a cidade como um todo. Percebo que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente tem um planejamento adequado, uma estrutura razoável para lidar com esses desafios e está conseguindo estabelecer uma rede sólida”, avalia.

A integração dos parques promovida pelo projeto Rio Parque de Conservação ajudará na recuperação e preservação das margens do Rio Barigui, a partir de medidas de preservação de nascentes, conservação de ambientes naturais existentes, ordenamento das áreas de ocupação irregular às margens do rio, recomposição e preservação da vegetação nativa e mata ciliar, formando um parque linear e melhorando a qualidade hídrica da bacia, além de servirem como espaço de lazer e atuarem como reservatórios de água, que contribuem para reduzir o risco de alagamentos.

Desde 2013, a administração municipal já entregou três novas unidades de conservação às margens do Rio Barigui, na região sul: os parques Guairacá e Mané Garrincha e a Reserva do Bugio. Estão em fase final as obras de um quarto parque, ao lado da Rua Paulo Roberto Biscaia, na divisa entre a Fazendinha e a CIC. E já foi iniciada a quarta etapa do Rio Parque, com o início das obras de um novo parque perto do conjunto habitacional Moradias Rio Bonito, no Bairro Campo de Santana.

A experiência da implantação intermunicipal do Refúgio do Bugio em foi vista como uma ação inovadora. "Este é um exemplo de que os municípios sabem inovar, empreender, transformar áreas com dificuldades e problemas em unidades que garantem qualidade às populações envolvidas de forma perpétua”, avalia.

A Reserva do Bugio, inaugurada em março de 2015, é a maior Unidade de Conservação Integral de Curitiba e a maior em ambiente urbano do Brasil na categoria “Refúgio de Vida Silvestre”. São mais de 8 milhões de metros quadrados, conciliando áreas públicas com o uso da terra pelos proprietários das áreas particulares, demonstrando o compromisso de Curitiba com a natureza e a sustentabilidade. O refúgio contribuiu para a formação de reservas nos dois municípios limítrofes (Araucária e Fazenda Rio Grande), formando o primeiro mosaico metropolitano do Brasil, com 1,8 mil hectares de área preservada.

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