A superintendente da Secretaria Municipal de Recursos Humanos, Luciana Varassin, o superintendente executivo da Secretaria Municipal da Educação, Oséias Santos de Oliveira, e os assessores das secretarias do Governo, Jocelaine Moares de Souza, e de Finanças, Caio Zerbatto, receberam a direção do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) nesta sexta-feira (8/6). O grupo deu início às negociações das reivindicações do magistério neste ano.
Em relação aos planos de carreiras dos professores, um dos principais itens da pauta, Luciana esclareceu que o tema está em análise nas comissões internas.
O encontro também abordou o número de profissionais na rede municipal de ensino. Oséias relatou as melhorias que a atual gestão fez na área, com destaque para o reforço no quadro da Docência I.
Em maio, a Prefeitura deu início à nomeação de 495 novos professores municipais. Desde o início da gestão, 542 professores do 1º ao 5º ano aprovados em concurso público já foram convocados. Eles atendem demandas abertas com aposentadorias, falecimentos e exonerações. O cronograma de posse vai até 12 de julho.
A rede municipal de ensino tem 17 mil profissionais, entre professores e funcionários. “É um chamamento muito expressivo, mais de 500 profissionais desde o início do ano”, ressaltou Oséias.
Educação integral
As práticas de movimentos (atividades de esporte e lazer) na educação integral também foram abordadas. O representante da Educação esclareceu que a realização dessas práticas por professores de docência I capacitados está garantida. Todos os estudantes da rede são atendidos por profissionais habilitados em Educação Física, de acordo com a legislação, nas turmas regulares.
Outro assunto da reunião foi a inclusão. A Prefeitura esclarece que acadêmicos dos cursos de Psicologia e Pedagogia atuam nas escolas municipais para dar suporte, em sala de aula, aos estudantes de inclusão nas atividades de alimentação, higiene e locomoção. Eles contribuem para o desenvolvimento das crianças. Com a medida foi possível mais que dobrar o atendimento a crianças com altíssima prioridade, de 280 para mais de 600 estudantes.
Em relação aos chamados “prés únicos”, questionados pelo sindicato por reunir crianças de 3 a 5 anos, a Secretaria da Educação esclareceu que a pré-escola, etapa obrigatória da educação básica, a partir da Lei de Diretrizes e Bases, pode ser ofertada em unidades escolares. A secretaria trabalha na qualificação gradativa dos espaços escolares onde essa etapa é ofertada. “Estamos respeitando a lei”, frisou Oséias.
Novas reuniões serão agendadas para dar sequência às negociações.