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Audiência pública

Proposta de Orçamento traz modelo mais eficiente para alocação de gastos

Audiência púbica, que faz parte da construção da Lei de Diretrizes Orçamentárias, foi realizada no Barigui. Orçamento para o ano que vem deve ser de R$ 8,8 bilhões.

Audiência pública apresenta propostas das diretrizes orçamentárias para o ano que vem. Na foto, secretário municipal de Planejamento, Finanças e Orçamento, Vitor Puppi. Curitiba, 10/05/2018. Foto: Rodrigo Fonseca/CMC

O secretário municipal de Planejamento, Finanças e Orçamento, Vitor Puppi, e o presidente do Instituto Municipal de Administração Pública, Alexandre Jarschel de Oliveira, participaram nesta quinta-feira (10/5) de uma audiência pública na qual foram apresentadas as propostas das diretrizes orçamentárias para o ano que vem, que preveem um Orçamento de R$ 8,8 bilhões, com controle mais eficiente na alocação dos recursos.

A audiência faz parte da construção da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o instrumento que baliza a Lei Orçamentária Anual (LOA) e é feito também com base nas consultas populares que estão ocorrendo por meio dos encontros do Fala Curitiba.

Em março e abril esses encontros, que prosseguem até o final de junho, reuniram mais de 2.500 participantes nas regionais da cidade – em seguida, o Fala Curitiba fará novas rodadas para seleção e votação popular das sugestões.

Valores
A Prefeitura está trabalhando com um cenário que prevê um orçamento de R$ 8,8 bilhões para 2019, com um incremento de 4,3% nas receitas.

Até a peça final, que será enviada para apreciação da Câmara de Vereadores no fim do ano, os números podem ser ajustados, como é padrão, de acordo com o comportamento da economia.

Puppi ressaltou que 59,7% das receitas de Curitiba são oriundas do próprio município, o que faz com que o desempenho da arrecadação de impostos municipais, por exemplo, seja fundamental para o Orçamento da cidade.

Base zero
A principal novidade técnica para o ano que vem é o Orçamento Base Zero, um método que garante mais controle sobre os gastos públicos.

Neste modelo, cada item do orçamento precisa ser explicitamente aprovado e requer que cada solicitação orçamentária seja revisada e aprovada completamente.

No modelo usado anteriormente, os gestores justificavam os gastos apenas com base na variação do item em relação ao ano anterior. “Sai o quanto, entra o por quê”, explicou o secretário. “O Orçamento Base Zero permite uma alocação mais eficiente dos recursos, baseada nas necessidades e benefícios, não no histórico.”

Desafios vencidos
Vitor Puppi lembrou os desafios que foram vencidos pela cidade em 2017, quando o orçamento elaborado no ano anterior tinha um déficit de R$ 2,1 bilhões. A situação foi contornada e a cidade trabalha hoje com sustentabilidade financeira.

Dívidas foram pagas ou renegociadas, o município viabilizou um programa de obras consistente, os investimentos próprios cresceram 58%, a previdência municipal foi estabilizada e foi criou um fundo de pensão complementar, o município voltou a contratar financiamentos externos e está cumprindo em dia todos os seus compromissos, entre outros avanços.

Mas, lembrou Puppi, os cuidados e ajustes com as contas públicas precisam ser permanentes e ainda há desafios a serem vencidos.

Participação
Participaram da audiência pública, que foi realizada no Salão de Eventos do Parque Barigui, os vereadores Colpani, Geovane Fernandes, Mauro Ignácio, Oscalino do Povo e Mauro Bobato.