Para conhecer mais a respeito das políticas públicas para as mulheres, em especial as de enfrentamento da violência doméstica e familiar, um grupo de 25 estudantes do Centro Social Marista Ecológica, de Almirante Tamandaré, na região metropolitana, visitou nesta sexta-feira (8) a Secretaria da Mulher da Prefeitura de Curitiba. “Foi a primeira vez que uma escola veio até a secretaria. Geralmente são os profissionais daqui que levam essa informação até os estudantes e professores por meio de palestras, debates, campanhas de conscientização e de mudança de comportamento”, disse a secretária da Mulher, Roseli Isidoro.
Os estudantes frequentam a escola em tempo integral e participam de um projeto chamado “Missão”, por meio do qual são trabalhados dentro e fora da sala de aula temas sociais e de interesse da comunidade. “Em torno desse tema, desenvolvemos oficinas, trabalhos de pesquisa e também as visitas, além de outras atividades com os 300 estudantes do Centro”, contou o professor de Português, Wagner Barbosa.
Ele ainda explica que a escolha da Secretaria da Mulher para a visita desse grupo de alunos se deu em função da Prefeitura de Curitiba ser referência, hoje, em programas e ações de “tolerância zero” para a violência contra as mulheres. “É preciso conhecer o trabalho, mostrar que existe uma secretaria só para tratar das políticas para as mulheres, que desenvolve ações importantes e qualificar o debate. Os estudantes acabam sendo multiplicadores dessas informações para a família e para a comunidade em volta deles”, disse o professor.
As crianças conheceram as campanhas desenvolvidas, como a do “Busão Sem Abuso”, de divulgação da Lei Maria da Penha, a campanha “Quem Ama Abraça” e o funcionamento da Patrulha Maria da Penha e da Casa da Mulher Brasileira. “Sabemos que esse trabalho de conscientização que a Secretaria da Mulher faz é um trabalho de formiguinha, que ser sempre reforçado porque, do outro lado, temos a voz da violência falando mais forte”, concluiu Barbosa.
“Esse é um público diferenciado. Com ele, a gente precisa abordar o tema do enfrentamento da violência doméstica e da valorização dos direitos das mulheres, destacando a necessidade de se respeitar a mulher, primeiro, dentro de casa, na família, as colegas de escola, as namoradas e assim por diante. Por isso, a nossa grande insistência em levar o debate sobre esse tema para dentro das escolas”, disse a secretária Roseli.