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Inclusão

Deficientes visuais dão aula de superação na Oficina de Música

Os cursos são novidade na 36º Oficina de Música de Curitiba, que pela primeira vez colocou na grade pedagógica aulas para pessoas com deficiência visual e física.

Superação e inclusão são as novidades dessa 36º Oficina de Música de Curitiba, que primeira vez colocou na grade cursos para pessoas com deficiência visual e também física. Na imagem, professor Luiz Amorin. Curitiba, 22/01/2019 Foto:Cido Marques/FCC

Superação e inclusão são conquistas de alguns estudantes da 36º Oficina de Música de Curitiba, que primeira vez colocou na grade pedagógica cursos para pessoas com deficiência visual e física. Trinta e três cegos estão participando das aulas de Fundamentos do Sistema Braille e da Musicografia Braille e de Elementos do Som e da Apreciação Musical, ambos com o músico Luiz Amorim, na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC).

“Nos sentimos acolhidos pela Oficina de Música e recebemos muito afeto, pois entenderam nossas limitações pela acessibilidade e temos ajuda desde que saímos do ônibus até no almoço. Tudo para dar conforto e tranquilidade”, comentou o Amorim, que também é deficientes visual.

As aulas inclusivas começaram na terça-feira (22/1) e vão até este sábado (26/1). Com a intensão de dar apoio aos alunos e melhorar o aproveitamento das aulas, cinco voluntários inscritos na Oficina reforçam a estrutura.

A atriz curitibana Helen Hamada, aluna de Elementos do Som e da Apreciação Musical, buscou o curso para complementar os estudos. “Sempre tive um pezinho na música, mas agora estou tentando ser uma multiartista. O curso ajuda muito e as aulas são produtivas”, afirmou Helen.

As aulas possibilitam à professora de música Simone Miranda compreender melhor o processo de escuta dos alunos. “O professor Luiz Amorim é ótimo e usa a mesma linguagem que os alunos. A Oficina de Música está de parabéns”, disse.

Para Amorim, o processo de inclusão acontece pela interação entre os cegos e os demais alunos da Oficina. “As pessoas sem deficiência, seja a equipe de produção, seja quem está passando pelo local, aprende a conviver com a diversidade humana. Não existe só um tipo de ser humano, existem vários e a pessoa que não enxerga é um desses tipos que têm ficado a margem.”

Nesta edição da Oficina de Música também aconteceram oficinas de percussão especial em duas Unidades de Acolhimento Institucional (UAI).

A 36ª oficina de Música de Curitiba, organizada pela Prefeitura de Curitiba, teve o apoio cultural da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap), do Centro Cultural Teatro Guaíra e da Família Farinha. Foi patrocinada pela Sanepar, Copel Telecom e Caixa Econômica Federa, realizada pela Prefeitura de Curitiba, FCC e Icac e beneficiada pelas leis de incentivo à cultura do governo federal e do Estado do Paraná.

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