Texto: Cristiane Guancino Pereira
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
Texto: Cris Guancino e Matheus Neme (sob supervisão de Cris Guancino)
Prefeitura de Curitiba
A pavimentação de um trecho de cerca de 100 metros da Rua XV de Novembro, entre a Alameda Dr. Muricy e a Rua Ébano Pereira, no Centro, marcou o início de uma transformação que ajudaria a redesenhar a cidade ao longo das décadas. Em outubro de 1926, Curitiba conheceu o asfalto, e o que hoje parece parte natural da paisagem urbana foi, há cem anos, símbolo de modernidade e progresso.
Cem anos depois, a cidade possui uma malha viária de aproximadamente 5 mil quilômetros de extensão, entre ruas cuidadas pela Prefeitura e trechos sob responsabilidade de outros órgãos. Desse total, menos de 1% ainda não recebeu pavimentação definitiva. São cerca de 42 quilômetros de vias de saibro, em geral localizadas em áreas ainda em processo de regularização ou que aguardam projetos de obras.
De uma capital ainda com características interioranas no início do século 20, Curitiba se transformou em referência nacional em mobilidade e organização viária, levando infraestrutura a todas as regiões. Hoje, o primeiro trecho asfaltado da cidade é fechado ao trânsito. Compõe o primeiro calçadão do Brasil, implantado em maio de 1972, abrindo um capítulo inédito na história urbana do País ao transformar uma avenida em uma área exclusiva para pedestres.
Três momentos decisivos
Para o engenheiro civil Livio Petterle Neto, assessor técnico da Secretaria Municipal de Obras Públicas (Smop), três momentos foram decisivos na história da pavimentação da capital.
“O primeiro foi o próprio início do asfalto, lá nos anos 1920. O segundo foi o Plano Agache, que abriu novas vias e direcionou o crescimento da cidade. E o terceiro foi a implantação das vias rápidas e corredores exclusivos para o transporte coletivo”, comenta Livio.
Esse processo ganhou ainda mais força com o Programa de Revitalização e Obras de Curitiba (PRO Curitiba), que reúne ações voltadas à modernização da infraestrutura urbana. Com recursos que superam R$ 6 bilhões, o programa contempla obras concluídas, em andamento e novos projetos previstos até 2028.