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Audiência Pública

Prefeitura mais que dobrou investimentos no segundo quadrimestre de 2026

Os dados foram apresentados pelo secretário de Planejamento, Finanças e Orçamento, Vitor Puppi, na Câmara Municipal de Curitiba (CMC), nesta quarta-feira (30/9)

Prefeitura mais que dobrou investimentos no segundo quadrimestre de 2026. Curitiba, 30/09/2026. Foto: Levy Ferreira/SECOM

A Prefeitura apresentou, nesta quarta-feira (30/9), os resultados financeiros do segundo quadrimestre de 2026 na Câmara Municipal de Curitiba (CMC). O secretário municipal de Planejamento, Finanças e Orçamento, Vitor Puppi, destacou os investimentos empenhados de maio a agosto, que mais que dobraram em relação ao mesmo período do ano passado, com avanço de R$ 310 milhões para R$ 784 milhões.

No período, as receitas cresceram 1,68%, para R$ 10,02 bilhões, e a administração municipal fechou o período com as contas no azul, com superávit primário de R$ 1,13 bilhão.

“As contas do segundo quadrimestre mostram que o município avançou com a aceleração dos investimentos e também com os resultados fiscais, ainda que tenha registrado uma redução da arrecadação do ISS no período e também da queda dos repasses do IPVA”, afirmou o secretário.  

Receitas

A apresentação dos resultados quadrimestrais é uma exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). De acordo com o balanço do município, as receitas correntes somaram R$ 9,77 bilhões até o segundo quadrimestre, o que representou um aumento real (já descontada a inflação) de 1,87% na comparação com o mesmo período do ano passado.

As receitas de capital somaram R$ 248 milhões, queda de 5,45%, e as receitas intra-orçamentárias (como contribuições sociais e taxa de administração relativas ao custeio do regime próprio de previdência) ficaram em R$ 649 milhões, recuo de 45.2%.

Impostos

A arrecadação de impostos totalizou R$ 4,43 bilhões, queda de 0,25% em termos reais. O resultado foi influenciado pela receita de ISS (Imposto sobre Serviços), que somou R$ 1,93 bilhão no período, recuo de 3,18%. “Essa queda é explicada porque a base de comparação do ano passado foi bastante elevada, devido principalmente a receitas extraordinárias provenientes de demanda judicial no período”, disse Puppi.  

O IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) somou R$ 1,37 bilhão, com crescimento de 3,09%, e o ITBI (Imposto sobre Transferência de Bens Imóveis) totalizou R$ 420 milhões, redução real de 2,40%.  

Também houve queda nos valores do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), com redução de 2,75%, para R$ 435 milhões. Já o segmento taxas e contribuições, registrou aumento de 13,9%, para R$ 273 milhões.

Entre as transferências, Puppi destacou o desempenho negativo dos repasses do IPVA, com queda de 25,8%, para R$ 503 milhões no período, reflexo da redução da alíquota em 45% pelo governo estadual. 

Entre os repasses, o maior volume foi do SUS, com R$ 1,19 bilhão (alta de 6,29%); do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, com R$ 720 milhões (queda de 0,49%); ICMS, com R$ 612 milhões (aumento de 2,08%), FPM (Fundo de Participação dos Municípios), com R$ 422 milhões, (aumento de 4,32%), e FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), com R$ 75 milhões (alta de 4,45%).

Despesas

Em termos reais, as despesas correntes tiveram alta de 4,46%, para R$ 7,94 bilhões. As despesas de capital cresceram 104%, para R$ 1,02 bilhão e as intra-orçamentárias caíram 45%, para R$ 647 milhões..

Das despesas de capital, os investimentos somaram R$ 784 milhões, as inversões financeiras somaram R$ 232 milhões e amortização da dívida totalizou R$ 136 milhões,

Superávit

As contas do município fecharam no azul no segundo quadrimestre, com um superávit primário – diferença entre as receitas e as despesas, sem considerar juros e encargos da dívida, de R$ 1,13 bilhão.

A Receita Corrente Líquida (RCL) aumentou 2,69%, para R$ 13,3 bilhões. Os gastos de pessoal totalizaram R$ 5,26 bilhões, o que representam 39,93% sobre a RCL, abaixo do limite de 54%. 

Segmentos

Os investimentos em Saúde atingiram 17,3% e em Educação 20,75% da receita de impostos e transferências, lembrando que a exigência constitucional de 15% para saúde e 25% para educação vale para o resultado anual e não se aplica ao resultado quadrimestral. 

Os gastos com serviço de publicidade e propaganda ficaram em 0,18% sobre o orçamento, para um limite máximo de 0,60% previsto na lei de responsabilidade fiscal do município.

Durante a audiência, Vitor Puppi estava acompanhado do superintendente fiscal da secretaria, Eduardo Makowski; do superintendente executivo, Vinicios Borio; do diretor departamento de Orçamento, Carlos Eduardo Kukolj; do diretor do departamento de Contabilidade, Claudinei Nogueira; da diretora do Departamento de Controle Financeiro, Viviane da Silva Galdino; do diretor de rendas mobiliárias, Manuel Fanego; do coordenador de projetos de informação, Ivonei Carlos Koakoski; do assessor técnico Jaderson Goulart; e do chefe do núcleo de assessoramento jurídico, Richard Wagner Freire dos Santos.