Texto: Cristiane Guancino Pereira
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
Texto: Cris Guancino
Prefeitura de Curitiba
De janeiro até meados de setembro, 128 pontes e passarelas de Curitiba passaram por serviços de manutenção ou substituição. Paralelamente, equipes da Prefeitura trabalham na instalação e recomposição de gradis, guarda-corpos, cabeceiras e outros elementos de proteção em pontos próximos a rios e córregos, ampliando a segurança nas travessias e áreas de circulação.
As intervenções integram o PRO Curitiba, maior programa de revitalização e obras da história da capital, lançado em 2025 e que reúne mais de R$ 6 bilhões em investimentos previstos até 2028. O programa contempla ações em áreas como mobilidade urbana, macrodrenagem, iluminação pública, saúde, educação, habitação social, trânsito e segurança.
Entre as estruturas que receberam manutenção estão 78 passarelas de madeira, 34 pontes de madeira, cinco passarelas metálicas, três passarelas mistas e duas pontes de concreto. Também estão previstas a substituição de cinco passarelas de madeira e de uma ponte de madeira.
Entre as novas passarelas está a que está sendo implantada entre as ruas Júlia Domakoski e Tito Calderari, no Campina do Siqueira, sobre o Rio Barigui. A nova estrutura será em perfil metálica e foi solicitada pelos moradores da região no programa Fala Curitiba.
No Cajuru, a ponte de madeira da Rua Aracaju foi substituída por uma galeria celular de concreto armado, uma solução mais resistente e durável que também contribui para melhorar o escoamento do rio. A intervenção trouxe ainda ganhos para a mobilidade da região porque antes a passagem era estreita e permitia apenas a circulação de um veículo por vez. Com a nova estrutura, os veículos podem trafegar nos dois sentidos.
Outras pontes e travessias recuperadas ficam sobre o Rio Belém, ligando as ruas Júlia Domingo Bortolotto e Rolando Salin Zappa Mansur e beneficiando moradores dos bairros Abranches e Cachoeira.
Demandas da população
Os serviços são executados pelas equipes do Distrito de Galerias do Departamento de Pontes e Drenagens e do Departamento de Edificações da Secretaria Municipal de Obras de Curitiba (Smop) e a maioria parte de demandas apresentadas pela população.
Os serviços são realizados de acordo com as características e as necessidades de cada estrutura. As equipes fazem vistorias, reforços em fundações, recuperação de guarda-corpos, melhorias no assoalho das pontes e passarelas e outros reparos necessários para preservar as condições de segurança e circulação.
“A manutenção das pontes e passarelas é um trabalho contínuo, que envolve acompanhamento das estruturas e resposta rápida às situações identificadas pelas equipes ou apontadas pela população. Nosso objetivo é manter essas travessias em boas condições de uso e garantir segurança e mobilidade para quem precisa utilizá-las diariamente”, afirma o diretor do Departamento de Pontes e Drenagem da Secretaria Municipal de Obras Públicas, Paulo Vitor Lucca.
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Paulo Vitor Lucca, diretor do Departamento de Pontes e Drenagem
Proteção nas margens dos rios
Além das pontes e passarelas, a Prefeitura também recupera e instala elementos de proteção próximos aos rios e córregos, como gradis, muretas, cabeceiras e guarda-corpos. Essas estruturas ajudam a proteger pedestres, veículos e a infraestrutura urbana, especialmente em pontos de circulação próximos aos cursos d’água.
Até o momento, foram instaladas proteções em uma extensão aproximada de 80 metros. Entre os locais que já receberam gradis está o Rio Belém, na Rua Lysimaco Ferreira da Costa, no Centro Cívico, próximo ao cruzamento com Rua Euclides Bandeira. Para Aparecido Ribeiro, que tem um estacionamento próximo ao local, a proteção instalada a pouco mais de uma semana vai ser importante para a segurança de pedestres, ciclistas e skatistas que circulam pelo local.
“Deu um bom destaque para o lugar, que ficou mais protegido. A circulação de pessoas andando de skate e bicicleta é grande e já teve acidentes pela falta dessa proteção. Agora ficou muito bom”, disse Ribeiro.
Outros pontos onde as proteções foram instaladas são o Córrego Bigorrilho, na Rua Professor Fernando Moreira, no Centro, trechos do Rio Belém na Rua Adolfo Henrique Kingler, no Abranches, e na Rua Gardenio Scorzato.
A instalação ou recomposição desses elementos é importante para delimitar áreas próximas aos cursos d’água e ampliar a segurança de quem circula pelas vias e calçadas. Em regiões urbanizadas, onde a pavimentação e a ocupação do solo alteram o escoamento da água, a proteção das margens também contribui para preservar a infraestrutura existente.
Trabalho contínuo
O trabalho é permanente e as equipes do município estão sempre mobilizadas para identificar e solucionar problemas nas estruturas. Além das ações programadas e preventivas, as equipes também são mobilizadas após dias de chuvas intensas para avaliar possíveis danos e executar correções emergenciais quando necessário.
O trabalho permite que estruturas de madeira, concreto e metal, sejam acompanhadas e recebam os reparos necessários ao longo do tempo. Com isso as é possível manter em dia as travessias nos bairros e a segurança e confprto da população.
Como solicitar manutenção
Moradores que identificarem problemas em pontes, passarelas, guarda-corpos, gradis ou outros elementos de proteção podem solicitar atendimento pelo 156, pelo Guia de Serviços no Portal da Prefeitura, por meio de protocolos nas administrações regionais ou ainda através de proposições de vereadores.
As solicitações são encaminhadas para avaliação das equipes responsáveis, que verificam a situação no local e definem as providências necessárias.