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Cultural

Novo modelo de gestão marca 35 anos da Fundação Cultural

As atividades culturais em 2008 comemoram os 35 anos de história da instituição

Moinho Rebouças, que foi transformado em nova sede da Fundação Cultural em 2006. Foto: Luiz Cequinel/FCC. 29/02/08
<B><FONT size=2> <P align=left></P> <P align=left></B>A Fundação Cultural de Curitiba chega aos 35 anos em 2008, renovada por um novo modelo de gestão. Uma ampla reestruturação física e funcional, iniciada há três anos, prepara a Fundação Cultural para os próximos anos de criatividade, inovação e democratização da cultura em Curitiba. Um dos marcos deste novo tempo foi a instalação da nova sede no Moinho Rebouças. A instituição conta hoje com 639 funcionários, é responsável pela administração de 45 espaços que reúnem 67 unidades culturais e pela coordenação de 93 programas. </P> <P align=left>A entrega da mais nova unidade sob a responsabilidade da Fundação Cultural de Curitiba - a Capela Santa Maria - sela este novo momento da instituição. A edificação de importância histórica estava abandonada, foi revitalizada pela Prefeitura de Curitiba e é um dos 24 espaços culturais entregues à população da cidade nos últimos três anos. </P> <P align=left>"A democratização dos bens culturais é hoje uma realidade em Curitiba. A abertura e o diálogo com a classe artística permitiram delinear uma política cultural transparente e produtiva, que atende às expectativas de todos os segmentos culturais. A Fundação ganhou credibilidade, atraindo importantes parcerias da iniciativa privada. Tudo isso faz com que os 35 anos sejam realmente um divisor de águas na história da instituição", afirma o presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Paulino Viapiana. </P> <P align=left>Atualmente, a política cultural está pautada em seis grandes eixos. Neles estão contemplados o financiamento para a cultura, que incluiu a modificação da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, com a criação do PAIC - Programa de Apoio e Incentivo à Cultura; a revitalização de espaços culturais; a reestruturação organizacional, qualificando e capacitando o quadro funcional; a proteção e a valorização do patrimônio histórico, artístico e cultural; a descentralização de ações e a transparência e diálogo com as classes artísticas.</P> <P align=left>A Fundação Cultural desenvolve uma extensa programação em toda a cidade. Só em 2007, realizou 2.626 eventos, a maioria nos bairros, para atender a proposta de descentralização das ações culturais. O processo de descentralização da cultura tem como carro-chefe o programa <I>Arte por onde você anda</I>, composto por vários projetos que ampliam a abrangência geográfica e revelam uma produção cultural até então pouco divulgada. </P> <P align=left>Neste momento, a Fundação Cultural passa pelo maior programa de recuperação dos espaços culturais nesses 35 anos. Além de garantir a infra-estrutura adequada para os artistas e para o público, os trabalhos de recuperação representam o respeito para com o passado. </P><B> <P align=left>História</B> - Criada no dia 5 de janeiro de 1973, a Fundação Cultural nasceu do processo de transformações urbanas vividas por Curitiba nos anos 60 e 70, o que despertou o interesse pela preservação da cultura e da história da cidade. A definição do Setor Histórico, a criação do Centro de Criatividade e a inauguração do Teatro Paiol, no início dos anos 70, foram marcos que contribuíram para desencadear o processo de renovação cultural e configurar uma instituição para cuidar especialmente da política cultural do município. </P> <P align=left>Logo, outros espaços gerenciados pela FCC foram abertos, enriquecendo o universo cultural da cidade, como a Casa Romário Martins (1973), o Museu Guido Viaro (1975), a Cinemateca de Curitiba (1975), o Teatro Universitário de Curitiba (1976), o Teatro do Piá (1978), o Solar do Barão (1980), a Casa da Memória (1981), a Livraria Dario Vellozo (1982), a Gibiteca (1982), o Museu Metropolitano de Arte de Curitiba (1988), o Teatro Novelas Curitibanas (1992), o Conservatório de Música Popular Brasileira (1993), o Memorial de Curitiba (1996), a Casa Erbo Stenzel (1998) e a rede de bibliotecas da FCC. </P> <P align=left>Além de teatros como o Paiol, Novelas Curitibanas, TUC, Teatro da Maria, Teatro do Piá e Cleon Jacques, a FCC conta ainda com espaços para grandes espetáculos, como a Pedreira Paulo Leminski e o Teatro Ópera de Arame, iniciativas de sucesso que, ao mesmo tempo, se transformaram em atrações turísticas da cidade. Eventos e atividades que contam com o apoio ou são promovidos por ações da FCC, como a Oficina de Música de Curitiba, o Carnaval, o Festival de Teatro de Curitiba, há muito tempo fazem parte do calendário de eventos da capital. </P> <P align=left>Na atual gestão, com a revitalização dos espaços, a sede da Fundação foi transferida para o Moinho Rebouças, dotada de infra-estrutura mais moderna e adequada à administração das ações culturais. Em 2006, foi inaugurada a Casa da Leitura, no Parque Barigüi, numa parceria entre o município e a iniciativa privada. Em janeiro deste ano, foi entregue à população mais uma nova unidade, a Capela Santa Maria, que dispõe de uma sala de concertos e é hoje a casa da Camerata Antiqua de Curitiba. </P> <P align=left></P> <P align=left>&nbsp;</P></FONT><B><FONT color=#0000ff size=2> <P align=left>&nbsp;</P></B></FONT><FONT size=2> <P align=left>&nbsp;</P></FONT>