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Governança previdenciária

IPMC destaca gestão estratégica e tecnologia em investimentos em seminário

Com transparência e eficiência, Instituto utiliza a tecnologia e o suporte qualificado para apoiar a tomada de decisões, protegendo o futuro dos beneficiários – aposentados e pensionistas da Prefeitura

Equipe de investimentos apresentou a experiência do IPMC no Seminário 2016. Na imagem, diretor Administrativo-Financeiro do IPMC, Marcos Aurelio Litz, gerente de investimentos do IPMC, Sandra Escobar, analistas Angélica Oliveira e Robson Oliveira. Curitiba, 29/10/2026. Foto: Hully Paiva/SECOM

A experiência financeira do IPMC (Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba) foi um dos destaques do segundo e último dia do Seminário de Investimentos 2026, realizado no Centro de Eventos Imap Barigui, nesta quinta-feira (29/10).

Anfitrião do seminário que aproxima técnicos e conselheiros de regimes próprios de previdência social (RPPS) da Região Sul e especialistas renomados, o IPMC apresentou como tem vencido os desafios da área com uma equipe enxuta de servidores, utilizando ferramentas tecnológicas e gestores qualificados para a escolha dos melhores investimentos.

As medidas têm assegurado retorno financeiro seguro aos recursos que são utilizados para o pagamento de aposentadorias e pensões dos servidores da Prefeitura de Curitiba.

O diretor administrativo-financeiro do Instituto, Marcos Aurelio Litz, destacou que a gestão passou a ser estratégica. “A política de investimento, que já é nosso livro de cabeceira, estabeleceu os alicerces de um novo modelo de gestão. A política passou a ser um instrumento estratégico de transformação”, declarou o diretor, que apresentou a experiência curitibana em um dos painéis, ao lado da gerente de investimentos do IPMC, Sandra Escobar, e de dois analistas da equipe Angélica Oliveira e Robson Oliveira.

Sandra, que é também membro do Conselho de Investimentos, analisou entre as estratégias do Instituto, o uso das carteiras administradas. “O IPMC tem um patrimônio de R$ 2,8 bilhões”, informou ao lembrar que a seleção de gestores foi um processo rigoroso.

Com o novo modelo, gestores especialistas, analistas e economistas qualificados fazem a análise detalhada – qualitativa e quantitativa – dos investimentos que farão parte das carteiras nas quais estarão os recursos do regime próprio de previdência.

Os integrantes da diretoria do IPMC falaram ainda sobre riscos e sobre o uso da tecnologia. “A análise de riscos é um processo contínuo e nos possibilitou tomar decisões mais fundamentadas”, argumentou Angélica, que é analista da área. A gestão de riscos de investimentos pode prevenir comprometimentos ao patrimônio.

Robson Oliveira citou o processo de utilização e as vantagens da plataforma eletrônica de negociação Trademate da B3, a Bolsa de Valores. “Ela trouxe agilidade, rastreabilidade e governança”, disse ele, que apontou ainda o fato de os recursos que antes ficavam com intermediários antes contratados para fazer a ponte entre o mercado financeiro e o IPMC, e que passaram a vir diretamente para o IPMC.

“Os recursos pertencem aos servidores”, salientou Litz.

A Resolução 5272 do Conselho Monetário Nacional (CMN), de dezembro de 2025, defende o uso das plataformas eletrônicas para garantir a eficiência operacional necessária aos regimes de previdência.

O diretor declarou ainda que o IPMC mantém dentro do Instituto aquilo que a equipe faz bem.

À tarde, as diretoras de Previdência Mariella Vicco Pereira (IPMC) e Roseli Fabris Dalla Costa (Toledo) abordaram o passivo atuarial no centro da estratégia de investimentos.

Ampla programação

Os temas desta quinta-feira (29/10) abordaram Governança, gestão, tecnologia e regulação para decisões mais inteligentes.

Litz enfatizou a forma como a programação foi elaborada. "Os assuntos abordados não foram escolhidos por acaso", observou ao citar os temas do primeiro dia – O cenário econômico: desafios e estratégias para 2027. E falou da importância de cada RPPS tomar suas decisões relativas à política de investimentos para 2027 a partir de informações de qualidade.

No painel de abertura intitulado "2027 no radar dos RPPS: tendências, prioridades e estratégias", o sócio da Aditus Consultoria, Guilherme Benites, apontou aspectos da recente eleição presidencial e seus impactos no mercado financeiro ao longo dos dias.

Ele destacou como deve ser o olhar dos RPPS. "Nosso foco é o investimento de longo prazo. Os regimes de previdência são investidores de longo prazo".

O especialista e sócio da PFM Consultoria, Francisco Fernandes, abordou a gestão de riscos na política de investimentos dos RPPS. “Pensem na política de investimentos também como um instrumento de gestão de riscos”, incentivou.

Na avaliação do sócio da 4UM Investimentos, Luciano Magalhães, que falou sobre estruturas de investimento de alta performance, o debate em Curitiba é bastante relevante. Segundo ele, o tema proposto serve para pequenos e grandes RPPS.

“Falta, em todos os níveis, a cultura previdenciária. Às vezes, pela cobrança de curto prazo, as alocações e investimentos acabam deixando de olhar para o que é importante para a previdência, que é o longo prazo”, argumentou.

Magalhães participa de vários grupos de trabalhos e associações engajadas no debate previdenciário no Brasil.