Texto: Eliana Carmem Fachim
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
O fotógrafo curitibano André Sanches está entre os cinco finalistas da categoria Artes do Prêmio Jabuti 2026, uma das mais tradicionais premiações literárias do Brasil, concedida pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). O resultado será apresentado na próxima terça-feira (27/10).
No fim do ano passado, Sanches passou pelo Museu da Fotografia de Curitiba com a exposição Expediente. A mostra deu origem ao fotolivro, lançado no museu e publicado pela Editora Voar, que agora disputa o prêmio.
A categoria na qual André concorre faz parte do eixo de Não Ficção, que reúne obras com perspectivas sobre diferentes temas para um público amplo, incluindo leitores não especializados.
Além de Expediente, concorrem nesta categoria os livros Abdias, intérprete do Brasil: textos sobre raça e cultura brasileira de 1940 a 1990; Histórias da ecologia; O devorador: Zé Celso, vida e arte; e Vaqueiro de gibão.
Em maio deste ano, três fotografias de André também chegaram à final do Prêmio Hasselblad Masters, que reuniu fotógrafos de mais de 160 países.
“Tudo isso começou com uma escolha fotográfica, lá em 2017, quando resolvi ficar um pouco mais de tempo na rua para fotografar. Naquele momento, eu não imaginava que aquelas fotografias se transformariam em um projeto, muito menos em um livro. Mas, para que o trabalho chegasse até aqui, foi fundamental ter espaços para expor, discutir o trabalho e, principalmente, ter o incentivo que possibilitou a produção do livro”, comenta Sanches.
Expediente
Produzidas entre 2017 e 2025, as imagens do livro Expediente registram cenas recorrentes do cotidiano curitibano na transição entre o fim da tarde e o início da noite. As fotografias revelam mudanças na luz e no ritmo da cidade, quando estudantes e trabalhadores começam o trajeto de volta para casa.
“A primeira vez que expus esse trabalho foi na coletiva Camadas Curitibanas, em 2022, no Museu da Fotografia. Ver as fotografias impressas na parede me ajudou a enxergar melhor o potencial do trabalho. A exposição também abriu espaço para conversas com outras pessoas, e esses retornos foram importantes para que eu percebesse que aquilo poderia se desenvolver em um projeto maior”, relata André.
Com a indicação, ele se junta a outros nomes ligados a Curitiba que já tiveram obras reconhecidas na premiação, como a escritora Luci Collin, finalista da categoria de poesia em 2017; o cronista Dalton Trevisan, vencedor em quatro ocasiões; e Guilherme Gontijo Flores, na categoria de tradução. Nessa mesma categoria, Caetano Galindo conquistou o prêmio Jabuti em 2013.