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Mobilização

Diálogos Urbanos debate segurança do ciclista para revisão do Plano Estrutura Cicloviária de Curitiba

Técnicos do Ippuc revisitam boas práticas de planejamento em rede, desenho das ciclovias, segurança viária e integração com o transporte coletivo

Segurança do ciclista e boas práticas da rede da estrutura cicloviária foram temas abordados na segunda edição do Diálogos Urbanos dirigido à revisão do Plano de Estrutura Cicloviária de Curitiba. Foto: Divulgação/IPPUC

A construção de uma rede cicloviária segura, conectada e adequada às diferentes condições de circulação da cidade foi o tema do segundo encontro do Diálogos Urbanos, realizado nesta sexta-feira (6/11), pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc). A atividade integra uma série de encontros temáticos voltados à mobilização e à capacitação dos técnicos do Instituto para a atualização do Plano de Estrutura Cicloviária (PEC) de Curitiba.

Com o tema Infraestrutura Cicloviária Segura, a apresentação foi conduzida pelo engenheiro Bruno Batista, integrante da equipe de Mobilidade Urbana do WRI Brasil, organização que atua na promoção de soluções para o desenvolvimento urbano sustentável. O encontro abordou conceitos, critérios de projeto e referências técnicas que podem contribuir para o aprimoramento do planejamento da infraestrutura destinada aos ciclistas.

Rede cicloviária

Um dos pontos centrais da discussão foi a necessidade de planejar a infraestrutura cicloviária como uma rede, e não como um conjunto de trechos isolados. Para cumprir sua função, as rotas precisam ser diretas, contínuas e conectadas aos principais destinos da cidade, oferecendo condições de deslocamento para diferentes perfis de ciclistas.

Batista destacou que a percepção de segurança é determinante para ampliar o uso da bicicleta. Estudos mostram que a infraestrutura protegida contribui não apenas para reduzir os riscos de acidentes envolvendo ciclistas, mas também para tornar as vias mais seguras para pedestres e motoristas. A escolha da tipologia deve considerar as características de cada via, especialmente a velocidade e o volume do tráfego, definindo quando adotar ciclovias segregadas, ciclofaixas ou compartilhamento da pista.

O dimensionamento também foi abordado, com destaque para a importância de larguras que proporcionem conforto, permitam ultrapassagens e atendam ao crescimento da demanda. 

Outro aspecto discutido foi o tratamento das interseções, identificadas como os pontos de maior risco de conflito entre ciclistas e os demais usuários das vias. Recursos como melhoria da visibilidade, proteção física e travessias elevadas estão entre as soluções apresentadas.

A integração com o transporte coletivo também fez parte da pauta. A bicicleta pode ampliar a área de acesso às estações e aos terminais, contribuindo para resolver os deslocamentos de primeira e última milha. Para isso, é necessário prever rotas conectadas aos pontos de embarque e estruturas adequadas para estacionamento, como paraciclos e bicicletários.

O conteúdo reuniu referências de experiências nacionais e internacionais e recomendações técnicas para orientar a elaboração de projetos. Entre as mensagens destacadas para a atualização do plano estão o planejamento integrado da rede, a adequação da infraestrutura ao contexto de cada via, o dimensionamento que permita acompanhar o aumento da demanda e a incorporação da segurança viária desde a concepção dos projetos.

A série Diálogos Urbanos faz parte do processo de preparação técnica das equipes do Ippuc para a revisão do Plano de Estrutura Cicloviária, reunindo especialistas e experiências que ampliam o repertório dos profissionais envolvidos no planejamento da mobilidade urbana de Curitiba. O intercâmbio permite a troca de experiências e a discussão de desafios para ampliar a rede de estrutura cicloviária na cidade, com adequações necessárias ao ambiente urbano local.