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Pós-mudança

Da caixa de gordura à placa solar, moradores aprendem sobre a casa nova em residencial da Cohab

Onde furar a parede de drywall? Como utilizar o extintor? Cohab acompanha famílias reassentadas na adaptação ao novo estilo de vida

Em ação de pós-reassentamento, Cohab promove roda de conversa com famílias do Residencial Divino III. Na imagem, a moradora Mélgere de Lima. Curitiba 16/10/2026. Foto Eduardo Amatuzzi/Cohab.

Como funciona o sistema de energia solar? Quais cuidados a caixa de gordura exige? Como dividir as responsabilidades pelos espaços comuns? Essas e outras questões fizeram parte de uma roda de conversa com moradores do Residencial Divino III, no Atuba, nesta sexta-feira (16/10). A atividade reuniu a equipe de serviço social, engenharia e o gestor ambiental do projeto de urbanização da Vila Divino para orientar as famílias que se mudaram há pouco mais de um mês.

A ação integra o acompanhamento pós-ocupação realizado pela Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab). O trabalho ajuda os moradores a conhecer as instalações da casa nova, organizar a rotina e se adaptar à vida em condomínio no Residencial Divino III, no Atuba.

Durante o encontro, as famílias receberam o Manual do Morador, com orientações que poderão consultar no dia a dia. O material também reúne telefones úteis da Cohab e de serviços públicos, como unidades de atendimento, assistência social, Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros e Samu, facilitando o acesso dos moradores à rede de apoio.

Dicas práticas

A conversa abordou o funcionamento das placas solares e dos medidores de energia, as instalações de gás e o reservatório que coleta água da chuva para uso nas áreas comuns.

A equipe também mostrou a caixa de gordura e explicou os cuidados de manutenção dos imóveis. Um engenheiro da Cohab demonstrou como localizar, com um ímã, os perfis metálicos que ficam dentro das paredes de drywall. A orientação ajuda as famílias a identificar os pontos adequados para fixar armários e outros móveis, com os cuidados e reforços necessários para uma instalação segura.

Nova rotina

Para o motoboy entregador Ederson José Batista, de 44 anos, essa orientação é importante porque morar em condomínio é uma experiência nova. Ele se mudou com a esposa e o filho, após um período no auxílio-moradia. Antes, a família vivia em uma casa de madeira atingida por alagamentos.

“Está bem melhor que antes, uma vida bem diferente”, resume. Sobre o acompanhamento da Cohab, destaca: “Nós nunca moramos em condomínio. Essa roda de conversa é um auxílio para todos aqui”.

Ederson está animado com a economia que o sistema de energia solar poderá proporcionar no pagamento da tarifa. Em muitos casos nos residenciais Divino I e II, a conta chega zerada. O tema foi um dos assuntos esclarecidos durante a atividade, junto com as orientações sobre medição do consumo.

Respeito entre vizinhos

Há pouco mais de um mês no residencial, a cabeleireira Mélgere de Lima, de 36 anos, conhecida como Mel, mora com o filho e tem a irmã como vizinha no andar de cima. Antes do reassentamento, elas viviam nos fundos da casa da mãe.

“Hoje estamos vivendo uma realização, que é morar em uma casa boa. Você tem mais tranquilidade, mais paz”, conta Mel.

Para ela, as orientações ajudam a construir uma convivência baseada no respeito. “Assim como a gente gosta de ser respeitado, a gente tem que respeitar as pessoas também, principalmente os vizinhos”, afirma.

As assistentes sociais conversaram com os moradores sobre responsabilidades individuais e coletivas, conservação dos espaços compartilhados e regras de convivência. Já as orientações ambientais incluíram separação e destinação dos resíduos, coleta de lixo e cuidados com as áreas comuns.

Para o presidente da Cohab, André Baú, o trabalho de pós-ocupação contribui para que as famílias tenham condições de cuidar da moradia e se organizar nessa nova etapa.

“Nosso trabalho continua depois da entrega das chaves. Esse acompanhamento permite ouvir as famílias, esclarecer dúvidas e orientar sobre os cuidados com a casa e com os espaços compartilhados. É uma forma de apoiar os moradores na adaptação à nova rotina e na conservação dessa conquista”, afirma.