Texto: Joao Maximo Salomao Filho
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
Curitiba é a capital do Sul e Sudeste com maior percentual de cristãos. Na capital paranaense, 55,45% dos moradores se declaram católicos e 25,60% evangélicos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que, no começo de setembro, disponibilizou os microdados sobre o Censo 2022. O somatório destes grupos equivale a 81,05% da população curitibana.
De acordo com o IBGE, Teresina, no Piauí, é a capital com maior número católicos (70,185) e cristãos (89,02%) no País. As capitais das regiões Nordeste e Norte aparecem entre as mais católicas e evangélicas do país.
Diferentes grupos
Os microdados do IBGE permitem uma análise mais minuciosa destes grupos religiosos. Se no total, os evangélicos são 25,60% dos curitibanos, o IBGE traz subdivisões dentro desse universo. Os chamados “evangélicos não determinados” - aqueles que se autodeclararam genericamente como evangélicos ou crentes sem apontar uma igreja específica - são 14,83%.
Os fiéis de igrejas pentecostais, grupo que na classificação do IBGE engloba denominações como a Assembleias de Deus, Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Deus é Amor, entre outras, são 6,65%.
Outra subdivisão feita é a dos “evangélicos de missão”, que abarca igrejas da tradição protestante histórica, como os luteranos, presbiterianos e os metodistas. Estes são 4,10% dos moradores.
Também foram computados separadamente Testemunhas de Jeová, com 0,47%, Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, também chamados de mórmons, com 0,34%, a Igreja Católica Brasileira, com 0,21%, e os católicos ortodoxos, 0,01% das pessoas. Outras religiosidades cristãs somadas são 2,26%.
Outras crenças
Outros grupos com presença na cidade são os espíritas, com 2,73%, os umbandistas, com 1,17% e os candomblecistas, que são 0,16% da população de Curitiba. Também há a presença de outras tradições, como a dos budistas, com 0,27%, o judaísmo, com 0,11%, e o islamismo, com 0,09%.
Por outro lado, aqueles que alegam não ter nenhuma religião são 9,94% da população da capital paranaense. Destes, 6,86% se declararam sem religião, 2,02% são ateus - não acreditam em nenhuma divindade - e 1,06% se identificaram como agnósticos - entende que não se pode dizer se existe uma divindade ou não.
Recorte temporal
Como houve alteração na classificação das religiões nos questionários do IBGE não é possível fazer um recorte temporal preciso das mudanças de credo da cidade nos últimos levantamentos, porém é possível fazer uma análise geral.
Ocorreu diminuição dos católicos romanos, que eram 70,64% da população em 2000, foram para 62,12% em 2010 e, 55,4% em 2022. Ocorreu também um aumento no percentual de evangélicos, os quais respondiam por 18,9% dos curitibanos em 2000, 24,24% em 2010 e 25,6% de acordo com a amostragem mais recente.
Foi detectado também um aumento expressivo das pessoas sem religião. Estes eram 5,83% no ano de 2000, chegaram à 6,76% em 2010 e agora são 9,94%.
As religiões de matriz africana tiveram elevação do número de fiéis. O candomblé e a umbanda, se consideradas uma só categoria, tinham 0,22% no ano 2000 e foram crescendo para 0,26% na medição de 2010 e 1,3% em 2022.