Texto: João Vitor Scremin Corrêa
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
O sinal universal de socorro foi usado por uma menina de 9 anos para pedir ajuda ao ser abordada por um homem no bairro Sítio Cercado, em Curitiba, na última sexta-feira (9/10). O homem tentou levar a menina com ele, mas o gesto feito por ela foi reconhecido pelo primo, que vinha logo atrás e procurou auxílio em um posto de gasolina. Uma equipe da Patrulha Escolar da Guarda Municipal interveio e prendeu o suspeito.
O que é o sinal universal de socorro?
Criado em 2020 pela ONG canadense de proteção às mulheres Canadian Women’s Foundation, o sinal surgiu como uma forma discreta de pedir ajuda diante dos riscos de violência agravados durante a pandemia da covid-19. Desde então, passou a ser utilizado para indicar diferentes situações de perigo, especialmente quando a vítima não consegue falar ou teme chamar a atenção do agressor.
O gesto consiste em mostrar a palma da mão aberta, dobra o polegar sobre ela e fechar os outros quatro dedos por cima. O sinal pode ser usado em casos de violência doméstica e sexual, assédio, ameaças e tentativas de sequestro.
A guarda municipal Andressa Ruthes, que atendeu à ocorrência, ressalta que conhecer o gesto é importante tanto para quem precisa pedir ajuda quanto para quem pode identificar o sinal e agir diante de uma situação de risco.
“Nessa situação, é preciso manter a calma, observar de maneira segura e pedir ajuda sem alarmar o possível agressor, ligando para os serviços de emergência”, orienta a guarda.
O conhecimento fez a diferença
A menina e o primo aprenderam o gesto com a avó, que conheceu o sinal pela televisão, em uma reportagem sobre mulheres vítimas de violência doméstica. Ela decidiu ensiná-lo aos netos para que soubessem como pedir ajuda caso se sentissem ameaçados.
Segundo ela, durante a ocorrência, poucas pessoas perceberam o pedido de socorro. O primo, que vinha logo atrás, viu a menina sendo levada pela mão por um homem e se aproximou. Ao perceber o gesto, entendeu que ela precisava de ajuda e correu até um posto de gasolina para pedir auxílio.
“Fiquei muito feliz e satisfeita ao ver que eles realmente aprenderam. Valeu a pena ensinar esse sinal às crianças, pois foi graças a ele que minha neta conseguiu se proteger”, relata a avó.
O caso reforça a importância de divulgar o sinal universal de socorro. Saber reconhecer o gesto pode ajudar a identificar situações de perigo e permitir que a pessoa em risco receba auxílio.
Peça ajuda ou denuncie em Curitiba
- Patrulha Maria da Penha: 3221 2760
- Central de Atendimento à Mulher: 180
- Guarda Municipal Emergência: 153
- Polícia Militar Emergência: 190
- Casa da Mulher Brasileira de Curitiba: 3221 2701 ou 3221 2710
- Delegacia da Mulher: 3219 8600
- Defensoria Pública: 3221 2731
- Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher: 3200 3252