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SUS Curitiba

Agentes comunitários e de combate às endemias são duas carreiras essenciais da Saúde de Curitiba

Conheça o trabalho desses servidores da Prefeitura de Curitiba, que percorrem as casas da população e acompanham como poucos a realidade nos bairros

A agente comunitária de saúde Neide Cipriano e o agente de combate às endemias Paulo Sutil, ambos do Distrito Sanitário Boqueirão. Curitiba, 19/10/26. Crédito: Roberto Couto/SECOM

Texto: Roberto Couto
Prefeitura de Curitiba

Eles percorrem ruas, visitam residências, conversam com moradores e conhecem como poucos a realidade dos bairros em que atuam. Embora compartilhem territórios e o compromisso de proteger a saúde da população, os agentes comunitários de saúde (ACS) e os agentes de combate às endemias (ACE) desempenham funções diferentes e complementares na Prefeitura de Curitiba.

Enquanto os ACS acompanham as condições de saúde das pessoas e fortalecem o vínculo das famílias com as unidades de saúde, os ACE atuam na identificação e no enfrentamento de riscos ambientais, como os criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. 

Atualmente, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) conta com 619 profissionais das duas carreiras: são 520 agentes comunitários vinculados às unidades de saúde e 99 agentes de endemias com atuação territorial organizada nos Distritos Sanitários.

“O trabalho essencial dos agentes representa uma importante estratégia de prevenção e de cuidado com os curitibanos. Eles contribuem para que a saúde pública chegue cada vez mais perto de quem precisa”, destaca a secretária municipal de saúde, Tatiane Filipak.


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Este infográfico pode ser lido e ser feito o download na galeria de fotos  da matéria. 

Elo da unidade de saúde

Vinculados às unidades de saúde, os agentes comunitários acompanham as famílias de uma determinada microárea, conhecem as necessidades dos moradores da região e contribuem para que os cidadãos tenham acesso aos cuidados oferecidos pelo SUS Curitiba.

A coordenadora dos Agentes Comunitários de Saúde da SMS, Elaine Souza, explica que o diferencial do trabalho dos ACS está na relação de confiança construída com os moradores.

“Como o agente faz parte do território, ele consegue construir uma relação de confiança. Esse contato contribui diretamente para a qualidade de vida das pessoas”, explica Elaine.

A rotina desses servidores é organizada em conjunto com as equipes das unidades de saúde. Uma das atividades mais importantes é a busca ativa de pessoas que deixaram de realizar consultas, exames ou vacinas. Nessas situações, o ACS procura o morador.

Para a agente comunitária Neide Cipriano, que integra a equipe da Unidade de Saúde Moradias Belém, do Distrito Sanitário Boqueirão, o trabalho exige sensibilidade, capacidade de escuta e disposição para compreender diferentes realidades.

“Nos deparamos com muito mais do que questões clínicas. Precisamos estar preparados para dar assistência por conta de dificuldades sociais, doenças familiares, luto e outras experiências delicadas que podem interferir na saúde e no bem-estar dos moradores”, destaca a agente comunitária de saúde.

A dona de casa Maria Aparecida dos Santos, 63 anos, é visitada periodicamente pela agente comunitária e reconhece a dedicação da servidora. 

“A Neide chega a me lembrar de consultas minhas ou da minha mãe que eu nem lembrava, lá na unidade Moradias Belém”, conta Maria Aparecida.

Vigilância e prevenção

Os agentes de combate às endemias se dedicam à identificação, prevenção e controle de fatores ambientais que podem favorecer a transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya.

A coordenadora do Programa Municipal de Controle do Aedes da SMS, Tatiana Robaina, explica que o trabalho envolve visitas a residências, estabelecimentos comerciais, terrenos e locais considerados estratégicos para a proliferação de mosquitos. Nas inspeções, eles verificam caixas-d'água, calhas, ralos, pneus, vasos de plantas, piscinas e outros recipientes que possam acumular água. 

O agente de combate às endemias Paulo Sutil, do Distrito Sanitário Boqueirão, ressalta que a colaboração dos moradores é indispensável.

“O mosquito não respeita os limites entre os imóveis. Um criadouro existente em uma residência, comércio ou terreno pode representar risco para toda a vizinhança”, alerta o  agente de combate às endemias.

O comerciante Cícero Costa, 66 anos, faz questão de abrir o portão de casa no Boqueirão para receber os agentes de combate às endemias. “Eles percorrem as casas aqui para garantir não só a minha saúde e da minha família, mas também de todos os nossos vizinhos”, reconhece Cícero, durante visita de Sutil.

Cuidar de Quem Cuida

Na última terça-feira (27/10), a Prefeitura de Curitiba lançou iniciativas para valorizar o trabalho dos 619 agentes comunitários e de endemias. Novos equipamentos de proteção, tecnologia para facilitar o trabalho nos territórios e um projeto de capacitação buscam promover a segurança, o bem-estar e o desenvolvimento destes servidores da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). As ações integram a política pública permanente Cuidar de Quem Cuida, voltada aos profissionais da saúde e lançada pelo prefeito Eduardo Pimentel em setembro deste ano.

  • Novos kits de proteção individual (EPIs): A Prefeitura de Curitiba está entregando novos equipamentos aos ACS e ACE, incluindo mochilas, coletes, casacos, bonés, camisetas, capas de chuva, guarda-chuvas e calçados, garantindo mais proteção, conforto e segurança no trabalho diário nos territórios.
  • Projeto Conexão e Cuidado: Com início previsto para 2027, a iniciativa oferecerá capacitação técnica e desenvolvimento de competências socioemocionais aos ACS e ACE, fortalecendo a valorização profissional, a integração das equipes e a qualidade do atendimento.
  • Aplicativo inédito para ACS: A nova ferramenta, prevista para 2026, permitirá aos agentes comunitários registrar e atualizar informações dos prontuários eletrônicos diretamente em smartphones, além dos tablets já utilizados, trazendo mais mobilidade, praticidade e agilidade ao acompanhamento das famílias.