No primeiro dia de vacinação contra a pólio, neste sábado (16), foram vacinadas 85,3% das crianças menores de cinco anos de Curitiba. No sábado, foram aplicadas 97.379 doses da vacina em 267 postos distribuídos por toda a cidade. A campanha segue até 6 de julho e a meta de cobertura estabelecida pelo Ministério da Saúde é de 95%.
“É um excelente resultado, mas esperamos que os pais e demais responsáveis pelas que ainda não estão imunizadas compareçam às nossas 109 unidades básicas de saúde a partir desta segunda-feira (18) para superarmos o mais rápido possível os 95% de cobertura recomendados pelo Ministério da Saúde”, ressalta a secretária municipal da Saúde, Eliane Chomatas.
A meta da campanha contra a pólio em Curitiba é vacinar pelo menos 108.533 das 114.246 crianças menores de 5 anos residentes na cidade, o que representa 95% da população alvo. A vacinação faz parte da campanha nacional de imunização contra a poliomielite.
Pela primeira vez em 33 anos, por decisão do Ministério da Saúde, a vacina contra a pólio será ofertada em apenas uma etapa. Até o ano passado a campanha abrangia duas etapas, em geral realizadas em junho e em agosto.
Em cada uma delas a criança recebia uma dose – duas gotinhas e, depois, mais duas. Dessa vez, quem não conseguir ir a um posto de vacinação no sábado poderá procurar a dose em qualquer uma das 109 unidades básicas de saúde até 6 de julho, nos dias e horários de funcionamento de rotina.
No ano passado a campanha de vacinação contra a paralisia infantil imunizou, em Curitiba, 122.156 crianças na primeira fase (106,9% de cobertura) e 114.246 ma segunda (103,5%). Os dados indicam que crianças de outras cidades se vacinaram aqui. A doença não registra casos no Brasil desde 1989, no Paraná desde 1986 e em Curitiba desde 1985.
Mesmo assim, as campanhas continuam na agenda do Ministério da Saúde porque o vírus ainda circula no mundo e é a doença é considerada endêmica pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no Afeganistão, na Nigéria e no Paquistão. A Índia saiu recentemente dessa lista. Porém, Angola, Chade e Congo, que já estiveram livres da doença, voltaram a registrar casos em 2012.