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Saúde

Programa de Atividade Física de Curitiba é referência para USP

Eles vieram a Curitiba para conhecer os Naaps e as academias ao ar livre.

A prática de atividade física como estratégia de promoção à saúde adotada pela Secretaria Municipal da Saúde a partir dos Núcleos de Apoio em Atenção Primária (Naaps) foi o primeiro compromisso da visita técnica que 42 alunos do curso de Ciência da Atividade Física da Escola da Universidade de São Paulo (USP). Curitiba, 18/05/2012 Foto:Cesar Brustolin/SMCS

A prática de atividade física como estratégia de promoção à saúde adotada em Curitiba é referência para professores e alunos do curso de Ciência da Atividade Física da Escola da Universidade de São Paulo (USP).

A escolha da cidade foi sugerida pelo Ministério da Saúde, que no ano passado concedeu a Curitiba o prêmio Academias da Saúde, pelas ações intersetoriais de oferta de prática física para a qualidade de vida.

Um grupo de 42 estudantes da universidade paulista, orientado pelo professor Douglas Roque Andrade, está em Curitiba para conhecer o trabalho integrado das secretarias da Saúde e de Esporte, Lazer e Juventude. No roteiro de visitas estão os Núcleos de Apoio em Atenção Primária (Naaps) e também as academias ao ar livre, implantadas pela SMELJ.

A vinda a Curitiba faz parte da programação curricular do curso - que se caracteriza por oferecer mais disciplinas relacionadas à saúde pública que o tradicional curso superior de Educação Física. 

Prática - Em encontro com os alunos da USP, a coordenadora de Promoção da Saúde da Secretaria Municipal da Saúde, Simone Lima explicou a forma de trabalho do educador físico nos Naaps – como agente de promoção em saúde - e levou os participantes para acompanhar a aula do professor Jean Cavilha, do Distrito Sanitário Boa Vista.

Formas diversas de atividades físicas – como caminhada e alongamento – são oferecidas em todas as 109 unidades básicas (convencionais e de Saúde da Família), nos próprios locais ou em espaços cedidos pela comunidade por meio de 29 Naaps.
São aulas coletivas que reúnem desde portadores de diabete e de hipertensão arterial e pessoas acima do peso como pessoas saudáveis que pretendem continuar passando longe dos consultórios médicos e das farmácias dos serviços de saúde.

“É muito importante que os alunos vejam de perto essa experiência da prática física como instrumento de promoção à saúde na rede pública de saúde e que representa um mercado de trabalho novo”, resumiu o professor, que também trouxe no grupo o educador físico Leandro Garcia, doutorando em Nutrição e Saúde Pública pela USP. Segundo Garcia, a tendência dos novos profissionais e estudiosos da atividade física é ver o segmento “não apenas como fonte de eficiência física mas instrumento cultural de integração e socialização”.