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Proteção animal

Em seu primeiro voo, arara azul foge do Passeio Público e dá trabalho para ser resgatada

Ela foi resgatada depois de mobilizar diversos profissionais

Um filhote de arara azul criada desde nascida no ambulatório do Passeio Público deu seu primeiro vôo sobre Curitiba. Foto: Valdecir Galor/SMCS

Um filhote de arara azul (Anodorhynchus hyacinthinus) criada desde o nascimento no ambulatório do Passeio Público deu esta semana seu primeiro voo sobre Curitiba. E não foi um voo qualquer. Blu, como é carinhosamente chamada pelos veterinários e técnicos do Passeio, acabou no alto de um prédio em construção e deu trabalho para as equipes de resgate, até ser levada novamente para o recinto onde vive.

A arara azul toma banho de sol e faz exercícios de voo todos os dias, mas até agora se mostrava desengonçada ao voar. Na última segunda-feira, porém, ela fugiu. Voou alto, foi parar no topo de prédios da região e no fim da tarde foi vista em uma árvore. Os bombeiros foram chamados, mas não conseguiram resgatar a ave, já que a escada não alcançou o topo da árvore.

Na manhã desta terça-feira, Blu foi novamente avistada, e uma dupla de servidores que auxiliam na poda de árvores altas na cidade (conhecidos como “homens-aranha”) foi chamada para resgatá-la. Ao se aproximarem, ela voou do mais alto eucalipto do Passeio Público para um prédio ao lado. A veterinária, a zootecnista e a bióloga que cuidam da arara Blu foram até o edifício em construção, mas ao chegarem perto de um dos andares mais altos, onde se encontrava a arara, ela novamente voou, despistando as equipes novamente.

No final da manhã ela foi finalmente avistada em outro prédio do entorno do Passeio Público, e desta vez, talvez já com fome ou cansada da "brincadeira", se deixou levar para o seu recinto.  

O diretor do Departamento de Pesquisa e Conservação da Fauna, Alexander Biondo, explica que por ter sido criada em um local fechado e alimentada desde recém-nascida, a arara azul não se adaptaria à vida livre.  “A arara Blu está no Passeio desde os seus primeiros dias de vida. Ficou na incubadora e foi alimentada na seringa. Hoje, com seis meses de idade ela recebe alimentação no seu recinto. Como comprovou que está apta ao voo, estamos analisando a sua transferência para um local maior, provavelmente o Zoo”, informa.