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Cultura

Doações e parcerias ajudam a montar acervo das Tubotecas

Perto de completar um ano, as Tubotecas contabilizam quase 40 mil obras em seu acervo

Perto de completar um ano, as Tubotecas contabilizam quase 40 mil obras em seu acervo, demonstrando o crescente interesse da comunidade em contribuir para o sucesso do programa, criado para incentivar a leitura entre os curitibanos. Foto: Jaelson Lucas/SMCS

Perto de completar um ano, as Tubotecas contabilizam quase 40 mil obras em seu acervo, demonstrando o crescente interesse da comunidade em contribuir para o sucesso do programa, criado para incentivar a leitura entre os curitibanos. Esse número foi alcançado graças às inúmeras doações e parcerias estabelecidas entre a Fundação Cultural de Curitiba, pessoas físicas, empresas e instituições.

Uma dessas parcerias foi firmada recentemente com o Shopping Mueller, que se tornou temporariamente um ponto de coleta de livros para as Tubotecas. Até o dia 9 de fevereiro, quem visitar o shopping poderá contribuir doando livros de literatura, contos, crônicas, romances, poesia, história em quadrinhos, infantil e infantojuvenil. A arrecadação acontece no espaço no qual está instalado o projeto “Hora da História”, no Piso Subsolo. As coletas são realizadas durante as sessões de contação de histórias, às 15h, 17h, e 19 horas.

As Tubotecas são pequenas bibliotecas que funcionam dentro de estações tubo, onde usuários do transporte coletivo têm acesso livre aos títulos disponíveis. A leitura pode ser feita enquanto aguardam o ônibus, como também é permitido retirar, um exemplar por vez, para continuar a leitura em casa – gratuitamente e sem a necessidade de cadastro. Após a leitura, o livro poderá ser devolvido em qualquer uma das Tubotecas em funcionamento: Estações Praça Rui Barbosa, Estação Central, Estação Praça Carlos Gomes, Estação Carlos Gomes e Estação Marechal.

Entusiasmo

O acervo das Tubotecas é alimentado pelo entusiasmo dos doadores de livros, que acreditam no potencial da leitura como instrumento de transformações. O professor e poeta Carlos Magno Corrêa Dias foi um desses entusiastas que recentemente forneceu 15 exemplares da sua obra “Antinomias ou Realidade?”.

Carlos Magno considera excelente as iniciativas de incentivo à leitura, desenvolvidas pela Fundação Cultural de Curitiba. “Em particular, as Tubotecas são uma ideia simples, mas que têm um alcance espetacular. É uma forma poderosa de incentivo à leitura, além de constituir uma acão inovadora que em muito contribuirá para a ampliação da visão de contexto dos cidadãos curitibanos“, disse.

Para o professor, o mais importante de todo o processo é o favorecimento da cidadania. “A comunidade é chamada a contribuir diretamente, sendo responsável pela sua manutenção, como por sua ampliação. Essa simbiose entre os distintos agentes da sociedade é que garantirá a continuidade do projeto”, avalia.

Lógica e poesia

O livro “Antinomias ou Realidade?” reúne poesias de sua autoria que revelam preocupações e críticas sobre certas situações do mundo atual. A obra é particularmente interessante por ter o seu autor formação acadêmica na área das Ciências Exatas. Carlos Magno é professor de Matemática e Lógica Formal, mas é pela poesia que exterioriza os seus pensamentos.

“Uma das minhas pretensões neste livro é ver explicitado alguns pontos de vista sobre questões que, se não devidamente pensadas, continuarão a contribuir para o embrutecimento do homem”, diz o professor.  Segundo ele, a poesia representa uma possibilidade de “desafogar a alma que compadece com inúmeras injustiças e desatinos, e de aliviar a mente que se vê obrigada a coexistir num mundo muitas vezes insano”.

Autor de mais de 30 livros no campo da Lógica Matemática e da Filosofia da Ciência, Carlos Magno está acostumado a doar seus trabalhos para bibliotecas de universidades e de instituições de pesquisa. Quando conheceu o projeto das Tubotecas, resolveu ampliar ainda mais as possibilidades de disseminar suas poesias. No ano passado, Carlos Magno doou 14 exemplares da obra “Visões Extemporâneas sobre a Realidade” e ainda este ano pretende doar outros de seus livros.  “Poder doar obras e contribuir nesse importante e significativo projeto cultural é um privilégio sem igual e, ao mesmo tempo, uma grande satisfação”, diz o professor.