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Secretaria da Mulher

Casa da Mulher Brasileira será instalada em Curitiba

Programa do governo federal prevê investimento em estrutura de assistência jurídica, psicosssocial, de geração de renda, dentre outras, para as mulheres

Curitiba irá receber recursos do governo federal para construir a Casa da Mulher Brasileira, um centro especializado de atendimento à mulher, que oferecerá assistência jurídica, psicosssocial, de geração de renda, dentre outras. -Na imagem, Gleisi Hoffman Ministra Chefe da Casa Civil, Roseli Isidoro Secretaria Municipal da Mulher e a presidenta da República, Dilma Rousseff. Foto: PH Carvalho/Presidência da República

Curitiba irá receber recursos do governo federal para construir a Casa da Mulher Brasileira, um centro especializado de atendimento à mulher que oferecerá assistência jurídica, psicossocial e para geração de renda, dentre outras. Essa casa integra o programa “Mulher: Viver sem Violência”, do governo federal, lançado em Brasília pela presidenta da República, Dilma Rousseff, e pela ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM), nesta quarta-feira (12).

O custo médio de cada unidade é de R$ 4,3 milhões, incluindo construção financiada pelo governo federal, aquisição de equipamentos, mobiliário e transporte. A previsão é atender cerca de 200 pessoas/dia, 6 mil por mês e 72 mil ao ano. “O combate à violência tem de estar casado com medidas fortes de coerção, repressão, de cumprimento da lei e com reforço à autonomia das mulheres”, disse a presidente Dilma Rousseff.

A secretária municipal da Mulher, Roseli Isidoro, esteve no lançamento do programa, que prevê a adesão dos governos estaduais e municipais e a criação de centros integrados de serviços especializados, humanização do atendimento em saúde, cooperação técnica com o sistema de Justiça e campanhas educativas de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher.

A Casa da Mulher Brasileira será instalada em Curitiba numa área central, e contará com delegacia especializada de atendimento à mulher (DEAM), juizados e varas, defensoria, promotoria, equipe psicossocial (psicólogas, assistentes sociais, sociólogas e educadoras) e equipe para orientação na área de emprego, geração de renda, empreendedorismo e acesso ao microcrédito. A estrutura física terá ainda brinquedoteca e espaço de convivência para as mulheres.

O acesso aos serviços de saúde (instituto médico legal, hospitais de referência e unidades básicas) e de abrigamento será feito pela logística de transporte gratuito, vinculada ao Ligue 180 e à Casa da Mulher Brasileira.

“Hoje, a vítima entra para os serviços por delegacias, hospitais e Ligue 180. E, a partir daí, começa a busca por uma série de direitos que podem levar muito tempo e até mesmo custar a vida da mulher. Nosso objetivo é evitar que a vítima da violência se perca no caminho do acesso aos serviços públicos. Por isso, estamos investindo na integração da rede de serviços já existente e criando um modelo arrojado que faça frente à violência patriarcal”, afirma a ministra Eleonora Menicucci.

O programa “Mulher: Viver sem Violência” será instalado em 27 estados e reforça a rede existente de serviços públicos do governo federal, estados, Distrito Federal, municípios, tribunais de justiça, ministérios e defensorias públicas. Essa integração se dará por meio do Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, que será assinado entre o município de Curitiba e o governo federal no próximo dia 22 de março, durante a realização de um seminário promovido pela prefeitura em parceria com a Câmara Municipal. Curitiba será uma das cinco capitais brasileiras que assinarão convênio com o governo federal para a construção do centro integrado – Casa da Mulher Brasileira.

 “Vamos captar recursos e reestruturar a Rede de Atenção à Mulher na cidade de Curitiba para garantir os direitos previstos na Lei Maria da Penha e também para assegurar a proteção integral da mulher curitibana”, disse Roseli Isidoro. Para ela, as ações anunciadas em Brasília, associadas à capacitação continuada de gestores e profissionais municipais e à realização de uma ampla campanha de prevenção e conscientização das pessoas, vai permitir “tirar a mulher da condição de sobrevivente e propiciar a que ela se torne senhora do próprio destino”.