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Trânsito melhor

Curitiba reduz índice de acidentes em 39% em 10 anos

Número de atropelamentos caiu 59%. Cidade integra Projeto Vida no Trânsito voltado à redução de acidentes na Década de Ações pela Segurança no Trânsito

O número de acidentes em Curitiba caiu 39,7% nos últimos dez anos, com redução de 34,1% no total de acidentes com vítimas; de 59% no número de atropelamentos e de 53% no número de mortos. Os dados levam em conta o aumento da frota (65,7%) e os números de acidentes registrados pelo BPTran em 2001 e 2010. Os dados são da Unidade de Pesquisa e Estatística da Urbs - Urbanização de Curitiba S/A.
 
A comparação dos índices de acidentes por veículos também mostra redução significativa. O índice de mortos no local por 10 mil veículos foi de 0,60 no ano passado, o que representou uma redução de 53,8% em relação a 2001. Foram sete atropelamentos por 10 mil veículos, com redução de 59% em relação a 2001, quando este índice era de 17,07. O total de acidentes com vítimas por 10 mil veículos foi de 42,07, uma redução de 26,8% em relação aos últimos dez anos.
 
Por 100 mil habitantes, o índice de atropelamentos caiu de 76,16 para 47,83 (menos 37,2%) e o de mortos no local passou de 5,80 para 4,11 (redução de 29,2%). O total geral de acidentes por cem mil habitantes passou de 1.549,79 para 1.433,24, uma redução de 7,5.
 
Com algumas pequenas variações o índice de acidentes vem caindo gradualmente ano a ano, revertendo uma tendência de aumento registrada até meados da década de 1990. Projeção feita pela Unidade de Pesquisa e Estatística da Urbs mostra que, se a tendência de crescimento verificada até 1996 tivesse se mantido, Curitiba teria registrado, no ano passado, 60 mil acidentes de trânsito. O número geral registrado pelo BPTRan em 2010 foi de 25.109 acidentes de trânsito.
 
A comparação de números e índices de acidentes registrados nos últimos dez anos mostra que a cidade entra na Década de Ações pela Segurança do Trânsito, proclamada pela ONU para o período de 2011/2020 com a expectativa positiva de reduzir ainda mais os números de vítimas do trânsito na cidade. Curitiba é uma das cinco cidades brasileiras a integrar o projeto Vida no Trânsito, proposto pela Organização Mundial da Saúde em dez países.

Perto de zero - Na avaliação da diretora de Trânsito da Urbs, Rosângela Battistella, uma série de fatores vem contribuindo para a redução de acidentes. “O objetivo é que não aconteçam acidentes, que tenhamos harmonia e boa convivência no trânsito, e o que se quer é que estes números sejam cada vez menores até, quem sabe, chegar perto de zero”, diz ela.

Rosangela afirma que a entrada em vigor do Código de Trânsito Brasileiro no início de 1998 e as discussões que o antecederam tiveram um importante papel na reversão da tendência de crescimento no número de acidentes. A municipalização do trânsito, destaca, também foi decisiva na medida em que possibilitou o desenvolvimento de uma programação local de engenharia, educação e fiscalização de trânsito.

Ela lembra que o trânsito, como a cidade, está sempre em mutação, exigindo acompanhamento e intervenções pemanentes para garantir a adequação do sistema viário. É o que vem acontecendo em Curitiba com implantação de binários, alterações de sentido, proibições de conversão à esquerda, estacionamento regulamentado, etc.

Na área de fiscalização, a Urbs adotou no ano passado radares que além de excesso de velocidade flagram também conversão proibida, avanço de sinal vermelho e parada na faixa infrações que estão entre as principais causadoras de acidentes.

Outra medida foi a atualização tecnológica de 30 barreiras eletrônicas pertencentes à Urbs e que flagram também motos que passam a velocidade superior a 40km/h. Na área de educação de trânsito, as abordagens educativas e palestras em empresas e escolas chegaram no ano passado a mais de 60 mil pessoas.

Curitiba, afirma Rosangela, vem buscando ampliar as ações em parceria como ocorre no próprio Projeto Vida no Trânsito desenvolvido por uma comissão intermunipal e que envolve instituições do setor público e da iniciativa privada. Em reuniões, encontros e oficinas realizadas pelo projeto foram definidos os cinco pontos prioritários no desenvolvimento de ações voltadas à redução das vítimas do trânsito: motociclistas, jovens condutores, velocidade, álcool e pedestre.