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Sessão da Câmara

Vereadores recebem esclarecimentos sobre a Linha Verde

Vereadores recebem esclarecimentos sobre a Linha Verde. Foto: Carlos Costa/CMC

 

Convidado, o secretário municipal de Obras Públicas, Rodrigo Rodrigues, compareceu nesta terça-feira (1/10) à sessão da Câmara Municipal de Curitiba e prestou esclarecimentos sobre as intervenções no trecho norte da Linha Verde. No dia 13 de agosto e após aplicar 144 notificações, a Prefeitura anunciou a rescisão dos contratos com a construtora responsável pela execução de três lotes de obras na via que é um dos principais eixos de integração da cidade.

O secretário anunciou aos vereadores que espera resolver até o próximo mês de novembro questões relacionadas ao Lote 4.1, que compreende o trecho entre as estações Solar e Atuba, nos limites entre Curitiba e Colombo. “Foi concluído o relatório da situação dos serviços no momento da paralisação do lote e as informações foram encaminhadas ao segundo colocado no processo licitatório deste trecho”, contou Rodrigues.

O segundo posto da licitação cabe ao Consórcio Estação Solar (TCE Engenharia Ltda e Construtora Triunfo S.A.), que avaliou os dados da obra e apresentou a documentação para fechar contrato e assumir os serviços. Os documentos apresentados estão passando por análise da Comissão de Licitação. 

O Lote 4.1 foi licitado em 24 de julho de 2018. A empresa ganhadora do certame deixou a obra com cerca de 4% dos serviços executados e depois de receber 31 notificações pela falta de comprometimento com o cronograma físico-financeiro da intervenção. 

Outros lotes

Rodrigues também falou sobre os outros dois lotes, que vinham com obras desde 2015 e 2016 executadas pela mesma empresa que venceu a licitação do Lote 4.1 e igualmente tiveram seus contratos rescindidos.

“São obras herdadas da gestão passada e que apresentavam atrasos na conclusão. Um dos lotes, inclusive, deveria ter sido entregue na gestão passada e isso não aconteceu”, apontou o secretário. 

“A empresa cancelou a caução exigida para que pudesse fazer as obras, houve comprovada lentidão na execução quando se tinha frentes de trabalho em aberto e os canteiros foram abandonados sem que, ao menos, fossemos comunicados”, enumerou o Rodrigues ao completar que os processos estão sendo organizados para que as obras sejam retomadas o quanto antes. 

Os lotes restantes são o 3.1 e o 3.2. Para este último, segundo revelou o secretário, também está sendo estudada a possibilidade de consultar a segunda colocada na licitação para assumir a obra. 

O Lote 3.1, que é o trecho entre a Avenida Victor Ferreira do Amaral e a Rua Fagundes Varela, está em obras desde novembro de 2015 e foi abandonado com 83,5% das obras concluídas. Após concluído o levantamento do saldo remanescente, uma nova licitação deve ser preparada para que seja possível a conclusão das intervenções.  

O Lote 3.2 é a trincheira que ligará as ruas Fúlvio José Alice e Amazonas de Souza Azevedo sob a Linha Verde. As obras começaram em outubro de 2016 e foram executados 74,98% dos trabalhos.

Transparência

Acompanhado pelo diretor do Departamento de Pavimentação da Secretaria Municipal de Obras Públicas, Lívio Petterle Neto, e pelo coordenador da Unidade Técnico-Administrativa de Gerenciamento (Utag) do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Paulo Roberto Socher, o secretário Rodrigues destacou que está sempre à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos e que a Prefeitura é transparente com todas as questões relacionadas à Linha Verde. “Além de expor os processos de rescisão em Diário Oficial, fizemos a questão de publicar notícias no site da Prefeitura para deixar claro tudo o que estava e está acontecendo”, disse o secretário. 

Rodrigues citou ainda que a Linha Verde não está abandonada. “Apesar de toda a situação gerada pela empresa que executava as obras e que estamos dando conta de resolver, melhoramos a sinalização da Linha Verde e estão em andamento ações para melhorar o pavimento em sete trechos”, concluiu. 

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